Costa desvaloriza "incidente burocrático"

Primeiro-ministro esteve na Conferência sobre o Clima, em Paris, mas não discursou. Ex-ministro do ambiente garante que o podia ter feito.

António Costa deslocou-se ao arranque da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21) mas não discursou. À margem da cerimónia de abertura, na qual estão mais de 140 líderes mundiais, o primeiro-ministro desvalorizou o que chamou de "incidente burocrático, que é normal nas transições de governo".

Desta forma, o governante espera pôr fim à polémica sobre de quem é a responsabilidade do representante português não discursar na cerimónia de aberta da COP21, que decorre em Paris até 11 de dezembro, e onde já falaram personalidades como Barack Obama ou Vladimir Putin. O atual ministro do ambiente, João Matos Fernandes, teria confirmado que o primeiro-ministro não discursava porque o anterior governo não tinha acautelado essa possibilidade. No entanto, o seu antecessor na pasta, Jorge Moreira da Silva, veio desmentir essa informação, dizendo que estava tudo pronto para que António Costa falasse, se quisesse.

Na declaração aos jornalistas, António Costa fez questão de não valorizar este incidente. Preferindo reforçar que Portugal vai não só prosseguir como até "acelerar o processo de redução de emissão de gases com efeito estufa". Explicando que esse esforço se vai fazer com um aposta "na mobilidade urbana e na reabilitação urbana para melhorar a eficiência energética". A reabilitação urbana é, aliás, uma das bandeiras do programa de governo do PS.

"A eficiência energética por via da reabilitação urbana e de uma outra mobilidade urbana são a chave para salvarmos o planeta nestas alterações climáticas. Esta conferência da COP21 é fundamental para o mundo, mas está nas mãos das presidentes de Câmara e dos Presidentes de Câmara salvar o nosso planeta das alterações climáticas e é fundamental ao nível da Europa e dos Estados fazer uma grande aliança com as cidades para que seja possível salvar o planeta e travar este processo das alterações climáticas", afirmou.

Os progressos de Portugal na área do ambiente, nomeadamente, "o crescimento e investimento nas energias renováveis alcançados nos governos socialistas" foram também elogiados por António Costa. Bem como, "o trabalho do anterior ministro Jorge Moreira da Silva".

Salientou ainda que "Portugal quer estar na vanguarda da alteração do paradigma energético e é hoje um país que tem uma intensidade de energias renováveis muito superior àquilo que é a média da União Europeia".

(Notícia atualizada às 18:17)

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