Brasil totaliza 615.400 mortes e 22,1 milhões de casos confirmados

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© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens
Brasil totaliza 615.400 mortes e 22,1 milhões de casos confirmados

O Brasil, um dos países mais atingidos pelo coronavírus no mundo, totalizou hoje 615.400 mortes e 22.129.409 casos confirmados de covid-19 em fase de alerta para o surgimento da variante Ómicron.

De acordo com os números divulgados pelo Ministério da Saúde brasileiro, foram registadas 221 mortes e 10.627 infeções no país sul-americano nas últimas 24 horas.

Embora o medo de um recrudescimento da doença tenha voltado a mobilizar pessoas e governos em todo o mundo devido à descoberta da nova variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, a pandemia está a perder força no Brasil desde junho e as médias diárias de mortes e infeções estão ao nível mais baixo em vários meses.

Enquanto o número médio de mortes na última semana ficou em 206 por dia até hoje, o terceiro menor desde abril do ano passado, o de infeções caiu para 8.826 por dia, o segundo menor desde maio do ano passado.

As médias são relativamente baixas para um país que contou mais de 4.000 mortes em um dia (em 6 de abril) e 115.000 infecções (em 23 de junho).

Quanto às infeções pela variante Ómicron, o Ministério da Saúde brasileiro informou que até ao momento cinco casos foram confirmados e que outros sete casos suspeitos estão a ser investigados.

Lusa

Certificados digitais de Angola são reconhecidos em Portugal e outros países

Os certificados digitais de vacinação emitidos em Angola são reconhecidos e válidos em Portugal e em todos os países do mundo, disse hoje o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Furtado.

"Ainda não há um certificado internacional aprovado pela OMS [Organização Mundial de Sáude], mas os nossos cartões de vacina com as duas doses são suficientes para usar em qualquer parte, não há restrições", disse Furtado, também coordenador da comissão multissetorial de prevenção e combate à covid-19, após uma reunião em Luanda.

O ministro comentava assim informações que circularam nas redes sociais dando conta de cidadãos angolanos cujos certificados digitais teriam sido rejeitados em Portugal, sublinhando que não são verdadeiras.

"As vacinas são válidas, os certificados são válidos, as vacinas que estamos a tomar são as vacinas que se estão a tomar na Europa também. Até a Sputnik tomaram também na Europa", declarou Furtado, reconhecendo, no entanto, que "há um problema com a certificação" da vacina russa, a nível internacional, que as autoridades angolanas estão a tentar ultrapassar.

O responsável afirmou que o Governo angolano contactou a embaixada em Portugal para se inteirar da situação, tendo sido transmitida a informação de que o único caso em que houve uma reclamação não se deveu à falta de certificado e sim à ausência de teste pré-embarque, que é também obrigatório.

"Nós também estamos a ter a mesma exigência e é isso que se terá passado em Portugal, não há nada de alarmismo, porque, em milhares, uma única pessoa não representa o sentido do pensamento global" sobre esta matéria, sublinhou.

Os certificados digitais emitidos por Angola "têm validade em qualquer parte do mundo" seja em Portugal ou em qualquer outro país, garantiu Francisco Furtado, defendendo a aprovação de um certificado internacional para acabar com estas dúvidas.

A diretora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, revelou que Angola já fez a transcrição de 1.361 certificados de vacinação digitais contra a covid-19 emitidos por outros países, incluindo 325 de Portugal.

Lusa

1,4 milhões de pessoas receberam a dose de reforço contra a covid-19

1,4 milhões de pessoas receberam a terceira dose de reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS), acrescentando ainda que mais dois milhões de pessoas já receberam também a vacina contra gripe.

Segundo o relatório diário da DGS, nas últimas 24 horas foram administradas um total de 112 254 inoculações de vacinas contra a covid-19 - que incluem o esquema primário de vacinação completa e a dose de reforço - e contra a gripe.

Com a vacinação primária completa contra o SARS-CoV-2 estão agora 8 589 153 pessoas, mais 4447 nas últimas 24 horas, enquanto a terceira dose de reforço já foi administrada a um total de 1 411 271 pessoas, mais 65 695 do que no dia anterior.

Receberam esta dose de reforço mais de 520 mil idosos com 80 ou mais anos, cerca de 465 mil da faixa entre os 70 e 79 anos e mais 204 mil do grupo etário entre os 65 e os 69 anos.

Com as 42 112 pessoas imunizadas nas últimas 24 horas, Portugal ultrapassou os dois milhões de vacinados contra a gripe, que totalizam agora 2 015 103.

Lusa

Festa de fim de ano na Figueira da Foz aguarda por evolução da pandemia

O município da Figueira da Foz vai aguardar pela evolução da pandemia da covid-19 antes de tomar qualquer decisão sobre o cancelamento dos festejos de fim de ano, disse hoje o presidente Pedro Santana Lopes.

"Cancelar os festejos é uma tristeza e custa-me um bocado, pelo que prefiro esperar mais uns dias e ver a evolução da situação", referiu o autarca na sessão de Câmara, salientando que vai "aguardar para a semana" até tomar uma decisão definitiva.

Os festejos do réveillon previstos para a cidade, na Praça Dr. João Ataíde, com a participação do cantor Matias Damásio e vários DJs, podem ser transferidos para o Coliseu Figueirense, com capacidade para 4000 pessoas, de forma a respeitar todas as regras da Direção-Geral da Saúde.

"Devemos ter calma e se tivermos de cancelar, cancelamos", sublinhou Santana Lopes, que manifestou alguma esperança em que o número de casos da covid-19 esteja a estabilizar e a iniciar um ponto de inflexão, citando opiniões de alguns especialistas.

No entanto, também não deixou de alertar para as "previsões alarmistas, que até podem ser realistas", da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, de que o número de infeções iria duplicar até à quadra natalícia.

Lusa

África do Sul entra na quarta vaga impulsionada pela Ómicron

A África do Sul entrou na sua quarta vaga da pandemia da covid-19, impulsionada pela nova variante, a Ómicron, anunciou hoje o ministro da Saúde do país, Joseph Phaahla.

"Há uma curva ascendente muito mais acentuada do que a observada nas últimas três ondas", disse Phaahla numa conferência de imprensa virtual, assegurando que o país não se encontra numa situação crítica em termos de disponibilidade de camas hospitalares.

"Neste momento, podemos dizer que mesmo em Gauteng (a província mais populosa e o epicentro desta nova vaga), responsável por 72% a 80% das novas infeções diárias, ainda não atingimos uma fase preocupante em termos de capacidade hospitalar por efeito de novas admissões", afirmou o governante.

Segundo Phaahla, a ocupação global das camas hospitalares no país é de 1,9%, e de 4,2% para as unidades de cuidados intensivos.

Waasila Jassat, especialista em saúde pública do Instituto Nacional de Doenças Infeciosas da África do Sul (NICD), afirmou hoje que, de acordo com os últimos dados, esta quarta vaga está a resultar num maior número de admissões de crianças com menos de cinco anos de idade do que a anterior.

Na província de Gauteng, o número de admissões de menores de cinco anos é o segundo maior entre todos os grupos etários, atrás apenas dos maiores de 60 anos.

Esta tendência, segundo a especialista, coloca várias hipóteses de explicação. Pode dever-se ao facto de os médicos autorizarem mais admissões no início das ondas - quando os hospitais ainda não estão sobrecarregados de doentes -, ao facto de a variante Ómicron afetar mais as crianças, ou ainda ao facto de estas estarem menos protegidas, pois na África do Sul apenas a população com mais de 12 anos de idade está a ser vacinada.

Por outro lado, embora até agora os casos de novas infeções incidam sobretudo em pessoas com idade inferior a 40 anos, os casos estão a aumentar nas faixas etárias mais velhas.

Os dados indicam também que o vírus está a replicar-se a uma taxa mais elevada do que em ondas anteriores, o que significa que "cada pessoa infetará mais do que uma pessoa", segundo Michelle Groome, chefe de vigilância da saúde pública no NICD.

Em Gauteng, em particular, a taxa é de 2,33, "a mais alta que vimos desde o início da pandemia", acrescentou Groome.

Novas infeções multiplicaram-se nos últimos dias na África do Sul - cuja população é de cerca de 58 milhões - com 11 535 novos casos comunicados nas últimas 24 horas, um aumento acentuado no número comunicado nos últimos dias: 8561 na quarta-feira, 4373 na terça-feira e 2273 na segunda-feira.

Lusa

Alemanha tem um infetado em cada 100 pessoas

Mais de 1% da população da Alemanha está infetada com covid-19, indicou hoje o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, apelando aos cidadãos que ainda não se vacinaram para o fazerem.

O país registou 74 352 novos casos de infeção e mais 390 mortes nas últimas 24 horas, segundo números divulgados pela agência federal de controlo de doenças.

De acordo com os cálculos do Instituto Robert Koch (RKI), cerca de 925 800 pessoas na Alemanha são consideradas ativamente infetadas com o coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença covid-19.

O ministro da Saúde observou que o número de pessoas não vacinadas que estão infetadas e em estado grave é muito mais elevado que entre a população vacinada.

"Se todos os adultos alemães estivessem vacinados, não estaríamos nesta situação difícil", declarou à imprensa em Berlim.

Lusa

Marta Temido: "Situação nova" terá justificado encerramento de serviços do Garcia de Orta

A ministra da Saúde, Marta Temido, justificou hoje o encerramento por 14 dias dos serviços de pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com o facto de a variante Ómicron do coronavírus ser "uma situação nova".

"Provavelmente, [as autoridades de saúde] geriram a atuação de acordo com o que era uma situação nova, sempre com o objetivo último de conter contactos, de evitar a transmissão da infeção e de proteger as pessoas", disse a governante aos jornalistas, no final de uma visita à unidade hospitalar de Lamego.

Um caso da variante Ómicron relacionado com o surto na B SAD levou ao encerramento temporário dos serviços de urgência pediátrica e consulta externa de pediatria do Hospital Garcia de Orta.

Marta Temido explicou que "as decisões sobre isolamentos e sobre isolamento de contactos são sempre decisões técnicas".

"Como qualquer decisão médica, é tomada por um médico em função do caso concreto e não nos cabe pronunciar-nos sobre uma decisão técnica", frisou.

A governante disse que "não cabe à ministra da Saúde, nem a qualquer ministro, discutir com o médico se encaminhou bem ou mal o seu utente para uma cirurgia ou para uma consulta" e que o mesmo se aplica nas decisões relacionadas com casos de saúde pública.

"Como estamos todos muito sujeitos à pressão, são decisões mais escrutináveis e que, aparentemente, parecem mais lineares, mas têm por trás um conjunto de interpretações técnicas que nós temos que respeitar", afirmou.

Lusa

Visitas a lares e unidades de saúde possivel com autoteste desde que supervisionado

As visitas a lares de idosos, estruturas de cuidados continuados ou utentes internados em unidades de cuidados de saúde podem ser feitas com recurso a autotestes, realizados no local ou até 24 horas antes, desde que o processo seja supervisionado.

Segundo uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizada esta semana, nas visitas a instituições de apoio ou acolhimento a populações mais vulneráveis (lares, unidades de cuidados continuados ou entidades de acolhimento de crianças e jovens), assim como nas visitas a doentes internados em instituições de saúde, independentemente do estado vacinal dos visitantes, estes devem usar teste rápido de antigénio (TRAg), realizado 48 horas antes, teste rápido de antigénio na modalidade de autoteste ou teste PCR (até 72 horas antes).

A norma remete para uma circular conjunta da DGS, Infarmed e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que refere que o autoteste, quando feito nas 24 anteriores à utilização, deve ser supervisionado e certificado por um profissional de saúde.

Essa certificação, acrescenta a circular conjunta, "deve ser comprovada, através da emissão de um documento pelo profissional de saúde" no qual deve constar a identificação do cidadão, o n.º de utente do SNS ou n.º de documento de identificação, data e hora da realização do autoteste, identificação da marca comercial, fabricante e do lote, resultado do autoteste e identificação do responsável pela supervisão e certificação".

Segundo a mesma circular, a supervisão do autoteste quando feito no momento de acesso ao estabelecimento ou espaço a frequentar, "deve ser efetuada por responsável designado para o efeito, devidamente identificado, no estabelecimento ou espaço".

"Neste contexto, o estabelecimento/entidade deverá garantir a existência de comprovativo de supervisão de realização de teste, com identificação da pessoa que realizou o autoteste, do responsável pela supervisão e da entidade, com validade, apenas para o acesso e durante a permanência no estabelecimento ou espaço cuja frequência se pretende", acrescenta a circular.

Entidades do setor não lucrativo poderão ser envolvidas nos testes, diz ministra da Saúde

A ministra da Saúde, Marta Temido, avançou esta sexta-feira que está a ser estudada a possibilidade de envolver "outras entidades do setor não lucrativo" para que seja possível dar resposta à procura de testes comparticipados de covid-19.

"Temos 760 farmácias que aderiram ao protocolo, mais de 180 laboratórios e temos sobretudo um clausulado que permite que o mercado adira e disponibilize esse serviço aos utentes", disse a governante aos jornalistas, no final de uma visita à unidade hospitalar de Lamego.

Marta Temido explicou que há "um conjunto de pressões" que estão a ser analisadas.

"Procuraremos enquadrar dentro daquilo que são as regras que temos, também para responder a essas situações onde ainda não foi possível ter resposta, designadamente com o envolvimento de outras entidades do setor não lucrativo para o apoio à resposta que todos precisamos", afirmou.

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África do Sul anuncia pico de infeções entre crianças

A África do Sul registou um pico de infeções entre crianças, que ainda não se sabe se está relacionado com a nova variante do coronavírus, a Ómicron, segundo as autoridades sanitárias.

Nas admissões hospitalares, "estamos a assistir a um aumento bastante grande em todos os grupos etários, e particularmente nas crianças com menos de cinco anos", disse a especialista em saúde pública do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD), Wassila Jassat.

"A incidência nos menores de 5 anos é agora a segunda maior, logo atrás dos maiores de 60 anos", declarou a especialista numa conferência de imprensa.

O número de casos positivos também está a aumentar entre os jovens de 10-14 anos, sendo que um terço da população sul-africana tem menos de 18 anos.

Os cientistas sugerem várias razões possíveis.

Os menores de 12 anos não são elegíveis para a vacina na África do Sul, e é possível que, se as crianças não forem vacinadas e os pais não forem vacinados, toda a família seja infetada, explicou Jassat.

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Pandemia já matou pelo menos 5 233 111 pessoas em todo o mundo

A pandemia de covid-19 matou pelo menos 5.233.111 pessoas em todo o mundo desde dezembro de 2019, segundo um balanço até às 11.00 horas de hoje da agência France-Presse, com base em fontes oficiais.

No total, 263.616.200 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados no mesmo período.

Estes valores têm como base os balanços comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país, mas excluem as revisões realizadas por alguns organismos responsáveis por estatísticas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima, tendo em conta a mortalidade direta e indireta relacionada com a covid-19, que o balanço da pandemia pode ser duas ou três vezes superior ao que é oficialmente recenseado.

Uma grande parte dos casos menos graves ou assintomáticos continuam por detetar, apesar da intensificação dos processos de despistagem adotados em vários países.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 10.261 mortes e 668.404 casos de covid-19 em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos seus balanços mais recentes são os Estados Unidos com 3.475 mortes, Rússia (1.217) e Ucrânia (525).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 785.912 mortes para 48.832.268 casos, de acordo com o último balanço realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 615.179 mortes e 22.118.782 casos, a Índia com 470.115 mortes (34.615.757 casos), o México com 294.715 mortes (3.894.364 casos) e a Rússia com 278.857 mortos (9.736.037 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 610 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (411), Bósnia-Herzegovina (386), Montenegro (368), Macedónia do Norte (365), Hungria (362) e República Checa (312).

Lusa

DGS diz que avaliação da vacinação das crianças dos 5 aos 11 anos "está, ainda, a decorrer"

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou, esta sexta-feira, que o processo de avaliação da vacinação à covid-19 das crianças dos 5 aos 11 anos "está, ainda, a decorrer". Um esclarecimento que surge pouco tempo depois de a ministra da Saúde, Marta Temido, dizer que a DGS deverá dar informações ainda "esta semana" sobre a vacinação desta faixa etária.

Na nota de imprensa, a autoridade de saúde refere que "A Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19(CTVC) encontra-se a analisar as considerações remetidas ontem, durante a tarde, pelo grupo de especialistas em pediatria e saúde infantil, bem como outros documentos relevantes para a elaboração das recomendações, nomeadamente o documento técnico do ECDC [Centro Europeu para a Prevenção e Controlo da Doença] sobre esta matéria que foi publicado no dia 1 de dezembro".

A DGS indica ainda que a CTVC tem participado nas reuniões com as autoridades europeias que estão a analisar a vacinação nesta faixa etária.

Sem adiantar uma data concreta para anunciar uma posição sobre esta matéria, a DGS afirma que a "emissão de recomendações em vacinação é um processo técnico rigoroso baseado numa avaliação de risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública. As recomendações serão tornadas públicas oportunamente".

"Nos próximos dias" haverá reposição de autotestes

"Sabemos que houve falta de autotestes no mercado nos últimos dias", admitiu a ministra da Saúde, avançando que iria haver reposição.

"Aquilo que temos informação é que nos próximos dias, designadamente neste fim de semana, haveria reposição. Naturalmente que estamos a assistir a uma grande procura"

DGS vai anunciar posição sobre vacinação das crianças "até ao final desta semana", diz ministra

Sobre a possibilidade antecipar medidas restritivas, tendo em conta que a grande maioria dos surtos ocorre em escolas, a ministra da Saúde disse: "O tema das escolas tem a ver com o facto de a população escolar, até aos 11 anos, ser uma população não vacinada".

Em comparação com a situação epidemiológica que tínhamos há um ano, Marta Temido referiu que os surtos eram concentrados nos lares de idosos, situação que, disse, tem "felizmente" uma menor expressão.

"Sabemos que as crianças têm maioritariamente uma doença menos grave e estamos a acompanhar aquilo que poderá ser uma decisão sobre a sua vacinação com tranquilidade", disse.

Marta Temido disse que os especialistas quer da área de pediatria quer da comissão técnica de vacinação "estão a terminar as suas análises" sobre a vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos, e a DGS "irá dar informação sobre isso até ao final desta semana"

"Estamos numa fase de crescimento do número de casos", diz ministra da Saúde

"Naturalmente que estamos numa fase de crescimento do número de casos", disse esta sexta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido, sobre o aumento do número de casos de covid-19 e a estimativa de termos oito mil casos diários por altura do Natal, como referiu Graça Freitas, diretora-geral da Saúde.

"Aquilo que a diretora-geral da Saúde disse reflete o que são as estimativas mais recentes, ou seja uma duplicação do número de casos estimada a cada cerca de 20 dias", disse a ministra à margem de uma visita à Unidade Hospitalar de Lamego

"Ontem tivemos cerca de 2600 casos. Hoje os números serão nessa ordem de grandeza", disse, reforçando a necessidade do compromisso com a vacinação, com as medidas sanitárias e com uma maior preocaução nas zonas mais fragéis, onde precisamos de usar o teste como apoio à vacinação.

Jogo Vizela-Belenenses SAD adiado para 2 de janeiro de 2022

O jogo Vizela-Belenenses SAD, da 13.ª jornada da I Liga de futebol, previsto para segunda-feira, foi adiado para 2 de janeiro de 2022, devido ao surto de covid-19 na formação lisboeta, confirmou esta sexta-feira a Liga de clubes.

O adiamento do encontro do Belenenses SAD ocorre depois de os 'azuis' se terem apresentado com nove jogadores no jogo com o Benfica, da 12.ª jornada da I Liga, no sábado [27 de novembro], devido a um surto do coronavírus SARS-CoV-2 que atingiu jogadores, treinadores e elementos da estrutura do clube - 19 dos quais infetados pela nova estirpe Ómicron.

O encontro entre Tondela e Moreirense, também a contar para a 13.ª jornada da I Liga, que deveria ocorrer no sábado, foi adiado para 3 de janeiro de 2022, devido ao surto de covid-19 nos 'beirões', que solicitaram esta alteração à LPFP.

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Resposta imunitária a doses de reforço varia conforme a vacina, revela estudo

Um estudo envolvendo quase 3000 pessoas permitiu concluir que doses de reforço com seis tipos de vacina diferentes contra a covid-19 permitem aumentar a resposta imunitária nas pessoas inoculadas, mas com grandes variações conforme as marcas.

Na investigação, publicada na quinta-feira na revista médica britânica The Lancet, analisou-se o resultado de injeções com doses adicionais em pessoas que tinham tomado duas doses das vacinas Oxford/AstraZeneca, usada em mais de 180 países e Pfizer/BioNtech, em mais de 145, e concluiu-se que essas doses de reforço são "seguras e aumentam a resposta imunitária".

No entanto, não se concluiu que sejam mais eficazes em "proteção contra a infeção ou doença grave".

Lusa

Austrália regista primeiros casos de transmissão local da variante Ómicron

Austrália informou esta sexta-feira que três estudantes de uma escola de Sydney foram infetados com a nova variante, os primeiros casos de transmissão local da Ómicron.

As autoridades de saúde também anunciaram que foram registados 10 casos suspeitos da Ómicron na mesma escola, que dependem de confirmação.

Os casos foram detetados apesar da proibição de entrada no país de estrangeiros e das restrições aos voos procedentes de países do sul de África, onde a variante foi detetada pela primeira vez.

As autoridades do estado de Nova Gales do Sul afirmaram que estes são os primeiros casos "que não têm um histórico de viagens nem vínculos com pessoas que estiveram no estrangeiro".

A Austrália já tinha anunciado casos da variante Ómicron, mas todos eram viajantes que entraram em quarentena.

AFP

Pelo menos 17 casos suspeitos de Ómicron em Oslo após festa de Natal

As autoridades norueguesas indicaram que pelo menos 17 pessoas testaram positivo à covid-19 depois de uma festa de Natal que reuniu mais de 100 convidados em Oslo, na semana passada. Todos os casos são suspeitos de estarem associados à variante Ómicron,

"Até agora 60 pessoas tiveram resultados positivos (para a covid-19) com testes de PCR e quatro com testes de antigénio. 17 casos são provavelmente da variante Ómicron, mas ainda não foi confirmado. Até agora, um caso foi confirmado como sendo da variante Ómicron após a sequenciação genética", informou a autarquia de Oslo em comunicado.

Cerca de 100 pessoas - todas vacinadas, sendo que uma delas regressou recentemente do sul de África - reuniram-se na passada sexta-feira para uma festa de Natal organizada pela entidade patronal.

AFP

NOS e Vodafone com possibilidade de trabalho remoto total a partir de dezembro

A NOS e a Vodafone abrem a possibilidade de trabalho remoto total a partir de dezembro e a Altice e a Nowo aplicam o regime de teletrabalho desde que tal seja compatível com a atividade desempenhada.

"A segurança e proteção das nossas pessoas tem sido, desde o primeiro momento, a nossa prioridade", disse fonte oficial da NOS, quando contactada pela Lusa sobre as medidas contra a propagação da covid-19 anunciadas pelo Governo.

"A partir do dia 1 de dezembro deixa de estar em vigor o modelo de três dias fixos nos escritórios, que tínhamos em vigor desde outubro, e é introduzida a possibilidade de trabalho em remoto total para os colaboradores que o queiram adotar, com flexibilidade para os colaboradores se deslocarem ou trabalharem nos edifícios, sempre que pretendam ou tenham necessidade", acrescentou a mesma fonte.

"Todas as restantes medidas de proteção nunca deixaram de estar em vigor, pelo que este modelo não implica alterações de fundo", salientou fonte oficial da NOS.

A operadora de telecomunicações "cumprirá integralmente a recomendação de teletrabalho obrigatório, para todas as funções em que tal seja possível, na semana de 02 a 09 de janeiro de 2022".

Fonte oficial da Vodafone Portugal disse à Lusa que, "face à evolução epidemiológica e às novas medidas de controlo pandémico", a empresa "decidiu acionar uma medida excecional ao seu modelo de trabalho híbrido, passando a ser possível aos colaboradores solicitarem o regime de exceção aos dois dias por semana de trabalho presencial, durante o mês de dezembro".

A Vodafone "acompanha a evolução da pandemia e seguirá naturalmente todas as recomendações do Governo e das autoridades de saúde nesta matéria", concluiu fonte oficial.

Também contactada pela Lusa, fonte oficial da Altice Portugal afirmou que a dona da Meo "encontra-se em contacto permanente com a Direção-geral da Saúde, acompanhando as orientações e recomendações das entidades competentes e aplicando o regime de teletrabalho, sempre que este seja compatível com a atividade desempenhada pelos seus colaboradores".

A empresa "manterá o seu plano de contingência de forma a dar prioridade na defesa e proteção da empresa e dos seus colaboradores".

A Nowo "tem todos os protocolos para possibilitar" o teletrabalho "nas atividades que assim o permitam, sendo algo que" tem "preparado desde as fases anteriores do estado de emergência", referiu à Lusa fonte oficial da operadora.

Lusa

Portugal administrou dois milhões de doses da vacina contra a gripe e mais de 1,4 milhões de doses de reforço da covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa, esta sexta-feira, que Portugal já administrou mais de dois milhões de doses da vacina contra a gripe e mais de 1,4 milhões de doses de reforço da vacina contra a covid-19.

"No dia de ontem, 2 de dezembro, foi possível administrar mais de 105 000 vacinas no país, das quais mais de 40 720 vacinas contra a contra a gripe (3559 em farmácias) e cerca de 64 400 doses de reforço da vacina contra a covid-19", diz a autoridade de saúde em comunicado.

A DGS refere que a "intensificação do ritmo de vacinação continua a ser uma prioridade pelo que os Centros de Vacinação do país estão empenhados em vacinar pessoas convocadas através de agendamento central e local, na sua capacidade máxima".

Lembra que os "centros de vacinação estão a trabalhar para que o processo seja fluído e célere, mesmo com grande afluência" e apela "à melhor compreensão dos utentes face a eventuais constrangimentos pontuais que possam ocorrer".

DGS reitera o apelo à vacinação contra a gripe e contra a covid-19, sendo "esta a melhor forma de proteção dos mais vulneráveis, especialmente nesta altura do ano, em que as temperaturas são mais baixas", lê-se na nota.

Há 564 surtos ativos, pouco mais de metade do pico atingido em fevereiro

As autoridades de saúde registam esta semana um total de 564 surtos ativos, a maioria em escolas, pouco mais de metade do máximo atingido em fevereiro, quando chegou a haver 921 surtos ativos no país, segundo a Direção-Geral da Sause (DGS).

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), na segunda-feira Portugal continental registava 44 surtos em lares, 338 em escolas e 16 em instituições de saúde.

Do total de surtos ativos no início da semana, a maioria (280) localiza-se na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), seguida da ARS Norte (119), ARS centro (102) e ARS Algarve (35). Na ARS do Alentejo registavam-se 28 surtos ativos.

Estes 564 surtos ativos em território continental contrastam com os valores de fevereiro, quando o país atingiu um máximo de 921 surtos ativos.

De acordo com os dados da DGS, a 29 de novembro registavam-se 44 surtos ativos em lares de idosos, envolvendo 830 casos de covid-19. Em fevereiro, quando o país bateu o recorde de surtos em lares, havia 405 surtos, quase 10 vezes mais, com 12 mil infetados.

"A diminuição drástica neste contexto demonstra a importância que a vacinação tem tido no controlo da pandemia e na proteção da população mais vulnerável", sublinha a DGS.

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Câmara de Lisboa vai abrir três novos postos de testagem

A Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza, neste momento, quatro postos de testagem de rua localizados nos Restauradores, Martim Moniz, Cais do Sodré e Campo Pequeno. De acordo com a autarquia, funcionam de segunda a sábado (com exceção dos feriados) das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

Em comunicado, a Câmara de Lisboa anuncia que vai abrir três novos postos de testagem "para dar resposta às necessidades de testagem no acesso aos estabelecimentos de diversão noturna".

Os novos postos de testagem vão estar no Largo de Camões, Príncipe Real e Largo de Santos, sendo que vai haver mais um posto no Cais do Sodré.

Autarquia refere que estes quatro locais serão destinados a testagem noturna, das 20:00 às 02:00. "Numa fase inicial os mesmos estarão abertos em véspera de feriado, sexta-feira e sábado", lê-se na nota.

Em todos estes postos, "a testagem não necessita de marcação prévia e é gratuita (testes antigénio), para residentes e não residentes em Lisboa", nota ainda a autarquia da capital.

Israel proíbe uso de aplicação que rastreava cidadãos através do telemóvel

O Governo de Israel interrompeu a utilização de uma ferramenta que permitia rastrear telemóveis, que causou polémica no país e era usada para despistar possíveis casos da nova variante da covid-19 Ómicron, foi divulgado na quinta-feira.

No início da semana, além das restrições a viajantes, o Governo israelita autorizou a agência de segurança interna do país a usar a tecnologia de monitorização por telemóvel para rastrear contactos de pessoas infetadas pela variante Ómicron.

O gabinete do primeiro-ministro Naftali Bennett explicou esta quinta-feira, em comunicado, que as medidas de emergência que autorizaram a "monitorização de telemóveis" de pessoas infetadas com a nova variante Ómicron, e daqueles que possam ter estado em contacto com os casos positivos, terminam à meia-noite [22:00 em Lisboa].

A decisão de reverter a utilização desta aplicação, aprovada de emergência na terça-feira, surgiu após um 'ombudsman' [provedor dos direitos dos cidadãos] do Governo se ter manifestado contra a implementação desta tecnologia, argumentando que era ineficaz.

O ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, realçou através da rede social Twitter que "desde o início" tinha apontado que o "uso desta ferramenta seria limitado e breve, durante alguns dias, para permitir recolher informações urgentes sobre a nova e desconhecida variante".

"Além de proteger a saúde, devemos proteger a privacidade e os direitos humanos, mesmo em tempos de emergência", acrescentou.

Lusa

Índia confirma primeiros dois casos da variante Ómicron

A Índia confirmou na quinta-feira os seus primeiros dois casos da variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2, recentemente detetada na África do Sul, em homens provenientes do estrangeiro no sul do estado de Karnataka.

O Ministério da Saúde indiano não quis adiantar a origem dos dois infetados.

De acordo com o secretário-adjunto, Lav Agarwal, todas as pessoas que estiveram em contacto com os dois homens foram identificadas e testadas.

A Índia já classificou pelo menos 12 países "em risco" e seis em "risco muito elevado" face à ameaça da Ómicron.

Alguns estados indianos emitiram diretrizes de restrição rígidas para chegadas internacionais, como medidas de precaução, incluindo testes à covid-19 obrigatórios para os oriundos da África do Sul, Botswana e Hong Kong.

Lusa

EUA dizem que proibição da entrada de viajantes de África "não é uma punição"

Os EUA explicaram quinta-feira que a proibição da entrada de viajantes de apenas oito países africanos, incluindo Moçambique, em território norte-americano, "não é uma punição", mas uma recomendação, apesar da crescente preocupação com a Ómicron.

"Estamos em contacto diplomático com os líderes desses países sobre as medidas que implementamos", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

O acesso ao solo norte-americano é proibido a pessoas provenientes da África do Sul, Botswana, Zimbabué, Namíbia, Lesoto, Eswatini (antiga Suazilândia), Moçambique e Malawi, devido a disseminação da nova variante da covid-19, a Ómicron.

"Não se trata de uma punição, são medidas recomendadas pelos nossos responsáveis de saúde e pelos nossos especialistas. Ninguém quer que isto seja permanente", adiantou Jen Psaki, em conferência de imprensa.

As restrições com enfoque em África está a atrair muitas críticas, já que a nova variante da covid-19 é detetada em todo o mundo, inclusive nos EUA.

Até agora, só foram identificados casos de infeção por Ómicron em quatro países africanos (África do Sul, Gana, Nigéria e Botswana).

Lusa

China deteta 96 casos nas últimas 24 horas

A China detetou 96 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, 80 por contágio local e os restantes oriundos do estrangeiro, anunciaram esta sexta-feira as autoridades de saúde do país.

Os casos locais foram diagnosticados nos municípios de Pequim (um) e Xangai (dois) e nas províncias da Mongólia Interior (56), Heilongjiang (dez), Yunnan (dez) e Shaanxi (um).

Os restantes 16 casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro, nos municípios de Pequim (norte), Xangai (leste) e Tianjin (nordeste) e nas províncias de Guangxi (sul) e Guangdong (sudeste).

A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos ativos é de 972, entre os quais dez graves. Desde o início da pandemia, o país registou 98.993 casos da doença e 4636 mortos.

Lusa