Cerca de 27 mil vacinas administradas em Portugal até às 19:00 deste domingo

Acompanhe aqui as notícias sobre a pandemia.

DN
© EPA
Cerca de 27 mil vacinas administradas em Portugal até às 19:00 deste domingo

Cerca de 27 mil vacinas contra a covid-19 foram administradas hoje até às 19:00, de acordo com os dados da 'task force' que coordena o processo de vacinação.

"Até às 19:00, foram realizadas cerca de 27 mil inoculações, das quais cerca de 18 mil foram segundas doses a utentes com idades entre os 12 e os 17 anos", segundo a 'task force'.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.907 pessoas e foram contabilizados 1.062.048 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Lusa

EUA vão acabar por generalizar a terceira dose diz Anthony Fauci

O principal conselheiro epidemiologista da Casa Branca, Anthony Fauci, afirmou este domingo que os Estados Unidos deverão acabar por aprovar uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 para a maioria da população.

Numa entrevista à estação televisiva CNN, quando questionado pela decisão na semana passada por parte dos peritos da Agência de Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla em inglês) de recomendar a vacina da Pfizer apenas para os maiores de 65, Fauci disse que "o regime ideal seriam três todos para toda a gente, mas agora, com base nos dados examinados pelo comité da FDA para a sua decisão, vamos por esse caminho".

Todas as semanas, argumentou, surgem novos dados, pelo que é provável que haja "uma evolução" da decisão do painel de peritos da FDA, que diverge do Governo de Joe Biden, que defende uma terceira dose para toda a população.

De acordo com os números da Universidade Johns Hopkins, os EUA são o país mais afetado do mundo pela covid-19, com mais de 42 milhões de contágios e acima de 673 mil mortes.

(com Lusa)

Açores registam 14 novos casos positivos

Os açores registaram 14 novos casos positivos de covid-19 nas últimas 24 horas, dos quais oito em São Miguel, três na Terceira e três no Faial, resultantes de 735 análises laboratoriais.

De acordo com o comunicado da Autoridade de Saúde Regional, dos oito casos registados na ilha de São Miguel, dois resultam do rastreio em massa nas escolas e outros seis em contexto de transmissão comunitária.

Na Terceira registaram-se dois casos que integram cadeias de transmissão anteriores e um caso referente a um viajante, residente, no rastreio por sintomatologia.

Na ilha do Faial há um novo caso relacionado com a cadeia de transmissão local primária já existente, mais um novo caso cuja origem está por aferir e um terceiro caso que resulta de contacto com um caso positivo reportado no sábado.

(com Lusa)

Países ricos continuam a armazenar vacinas em detrimento do resto do mundo

Os países ricos têm um excedente de pelo menos 1.200 milhões de vacinas contra o covid-19 e, mas muitos continuam a fechar contratos com empresas farmacêuticas para receber mais doses nos próximos meses.

Em declarações à agencia espanhola EFE, Santiago Cornejo, diretor responsável por Países e Assuntos Governamentais da Aliança de Vacinas (GAVI), explicou que esta atitude dificulta os esforços a favor de acesso equitativo a esses produtos, que permanecem fora do alcance de grande parte da população mundial.

"Há pelo menos 1,2 mil milhões de doses excedentes nos países ricos, que poderiam ser bem aproveitadas. Pedimos a esses países que troquem seus lugares na produção com a COVAX e a União Africana para que finalmente possamos ter acesso às doses que correspondem aos pedidos que nós fizemos ", disse.

COVAX é o mecanismo criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com a GAVI em abril de 2020, quando os testes de vacinas estavam apenas a começar, mas já estava claro que uma vez que países com capacidade de negociação e de pagamento os monopolizariam e deixariam muito pouco para o resto do mundo.

O que a OMS temia aconteceu e enquanto os países desenvolvidos armazenaram centenas de milhões de vacinas e passaram a oferecer uma após a outra uma terceira dose às suas populações, apenas 5,8% da população da África recebeu a primeira, segundo os dados mais recentes tratado pela GAVI.

Na próxima semana terá lugar uma reunião da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, e o seu presidente, o embaixador das Maldivas, Abdullah Shahid, disse que pretende convocar uma reunião com líderes e especialistas para discutir como preencher a lacuna no acesso às vacinas.

No entanto, todos os olhos estão voltados para uma cúpula que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estará a preparar na próxima semana com outros líderes que estarão no seu país para a reunião da ONU.

Como foi divulgado, Biden apresentaria na cimeira uma série de metas muito ambiciosas para estender a vacinação a 70% da população mundial em um ano.

Especialistas que estão imersos na gestão do dia-a-dia e na logística para tentar levar vacinas aos países mais negligenciados acreditam que se combinassem doações massivas e o levantamento da proibição que alguns países impuseram à exportação de vacinas e de alguns de seus componentes, uma parte do problema poderia ser resolvida.

Para uma solução mais completa, também seria necessário que as empresas farmacêuticas concordassem em priorizar os pedidos da COVAX em relação aos acordos com países que oferecem pagar mais pelas vacinas.

"Uma das maiores prioridades é acabar com todas as proibições de exportação, em particular a do Governo da Índia aos seus produtores e persuadir os fabricantes a aumentarem as suas entregas para a COVAX e a União Africana", explicou Cornejo.

Cientistas afirmam que a desigualdade no acesso às vacinas é uma das principais causas do contínuo surgimento de variantes do coronavírus que são mais contagiosas e, em certos casos, podem causar doenças mais graves.

A indústria farmacêutica divulgou que até agora que foram produzidas cerca de 8 mil milhões de doses de vacinas, que chegarão a 12 mil milhões até o final do ano e a 24 mil milhões até meados de 2022.

"A pergunta que devemos fazer aos produtores e doadores é onde estão essas doses e como elas podem chegar às pessoas que precisam delas?", disse o diretor da COVAX entrevistado pela Efe.

Parte da resposta está nos pedidos que vários países ricos continuam a fazer, como os Estados Unidos, que em julho passado fechou novo acordo com a Pfizer / BioNTech para a compra de mais 200 milhões de doses que receberá entre outubro e abril .

Somam-se aos 500 milhões que já comprou desta mesma empresa e de outros acordos com a Moderna e Jonhson & Johnson.

A COVAX distribuiu 280 milhões de doses a 141 países, dos quais 76 milhões foram para a África e cerca de 45 milhões para a América Latina e Caribe, onde 58% da população recebeu uma dose e 35% estão totalmente vacinados.

Dadas todas as dificuldades que surgiram para uma vacinação justa em todo o mundo, a COVAX reconheceu que não será capaz de entregar os 2 bilhões de doses que projetou aos países em desenvolvimento neste ano.

O programa indicou que terá apenas 1400 milhões, o que reduziu a sua meta de garantir a imunização de 40% da população de todos os países mais pobres até o final de 2021.

A meta atual é de 20%, o que permitiria cobrir todos os grupos mais vulneráveis.

"O número de doses entregues aumenta a cada semana, mas o sucesso vai depender de vários fatores. Se as proibições às exportações não forem suspensas, se as empresas farmacêuticas não cumprirem as suas promessas de apoiar a COVAX e continuarem atendendo uma pequena parte do mundo, esse percentual estará em risco ", alertou Cornejo.

Itália. Obrigação de certificado covid no trabalho faz crescer vacinação

O agendamento para a vacina contra a covid-19 aumentou esta semana em Itália, depois do Governo estender a todos os funcionários a obrigação de apresentar o certificado de saúde.

Segundo a agência France-Presse, as autoridades exigem um teste negativo, o comprovativo de vacinação ou de cura.

"Ao nível nacional, registou-se um aumento generalizado no agendamento para a primeira dose da vacina contra a covid-19, subindo de 20% para 40% em relação à semana passada", disse o general Francesco Figliuolo, comissário extraordinário responsável pela campanha de vacinação, num comunicado de imprensa, no sábado à noite.

No sábado, as marcações para a primeira dose aumentaram 35% em relação ao sábado anterior, acrescentou, sem especificar o número exato de agendamentos.

Quase 41 milhões de pessoas em Itália já receberam as duas doses da vacina, de acordo com dados do Governo, e quase 76% da população com mais de 12 anos está imunizada.

No entanto, as autoridades estão preocupadas com os últimos resistentes, tendo em conta a aproximação da temporada de gripe, pelo que decidiram estender esta semana o "Passe Verde", nome do certificado de saúde em Itália, a todos os locais de trabalho, públicos e privados.

Lançado em agosto para museus, eventos desportivos e refeições em restaurantes, o passe verde inclui um certificado de vacinação, prova de recuperação após contrair covid-19 ou um teste negativo.

Esta semana, o primeiro-ministro, Mario Draghi, anunciou a extensão do documento, a partir de 15 de outubro, a todos os locais de trabalho, com uma suspensão, sem remuneração, para os funcionários que recusem cumprir.

Os dispensados, por motivos de saúde, terão direito a exames gratuitos.

Itália, o primeiro país europeu a ser afetado pela pandemia, pagou um preço alto com mais de 130.000 mortos.

A economia mergulhou numa profunda recessão no ano passado, devido aos confinamentos, mas graças à melhoria da situação desde a primavera, deverá verificar-se um crescimento este ano, apoiado por uma injeção maciça de fundos europeus.

Madrid alivia restrições a partir de 2ª feira

Parte das restrições anti covid-19 em Madrid serão aliviadas a partir de segunda-feira, permitindo que as lojas, escritórios, mercados e centros comerciais recuperem a sua capacidade máxima permitida.

O setor de hotelaria e lazer poderá também abrir em horário legalmente autorizado pelos órgãos competentes.

As novas regras constam de um despacho publicado no sábado no Diário Oficial da Comunidade de Madrid, que altera um diploma anterior de 07 de maio relativo a medidas anti-covid.

Os estabelecimentos hoteleiros e restaurantes, incluindo salas de banquetes, passarão de 50% a 75% da capacidade.

O funcionamento dos bares ainda não é permitido "exceto para recolha de alimentos e bebidas pelos clientes, e o distanciamento social deve ser garantido em todos os momentos".

Segundo o diploma, deve-se continuar a respeitar uma distância de pelo menos 1,5 metros entre as mesas ou grupos de mesas, mas a ocupação das mesas muda: em ambientes internos, o máximo passa a ser seis pessoas (anteriormente eram permitidas apenas quatro) e em terraços, impõe um máximo de dez participantes por mesa ao ar livre.

A capacidade ao ar livre pode ser de 100% e os terraços devem respeitar "o número de mesas legalmente autorizadas no que diz respeito à licença municipal correspondente".

O comércio retalhista e a atividade de serviços profissionais poderão exercer a sua atividade "sem limite de capacidade em relação à legalmente autorizada" - em vez dos atuais 75% - e a obrigatoriedade de uso de máscara e distância de segurança interpessoal de 1,5 metros deve ser garantida.

Nos centros comerciais o limite de capacidade e as restrições de tempo também são eliminados, assim como acontece com os mercados que se desenvolvem em vias públicas.

A vida noturna também recupera a sua programação "exceto pelas regulamentações municipais", segundo o executivo regional.

A capacidade é aumentada de 50 para 75% e o consumo de bebidas ou alimentos só pode ser feito sentado à mesa com distância.

Os cinemas, teatros, auditórios, circos com tendas, salas polivalentes e espaços semelhantes, bem como locais que recebem espetáculos públicos e atividades recreativas, voltarão a 100% da sua capacidade.

"Os participantes devem ter lugar pré-atribuídos, será garantido o uso de máscara nos casos em que seja obrigatório e não será permitido o consumo de alimentos ou bebidas nas salas durante as atuações ou exposições, salvo nos espaços para isso designados.

Nos museus, as visitas em grupo serão de no máximo 20 pessoas, incluindo o monitor ou o guia.

Em praças de touros e espaços polivalentes a capacidade aumenta de 50% para 75%.

Nos casamentos é eliminada a capacidade de 60%, mas o consumo de bebidas e alimentos só é permitido à mesa. A dança regressa, mas apenas em espaços exteriores e, desde que o estabelecimento tenha licença.

As instalações desportivas, tanto exteriores como interiores, terão ao mesmo tempo liberdade, embora a capacidade interior continue a estar sujeita a 75%.

Uma das novidades do diploma é que a partir de segunda-feira já é possível não usar mascar durante as competições desportivas ao ar livre, tanto em grupo quanto individualmente.

Parques de diversão, jardins zoológicos, casinos e estabelecimentos de jogos de azar aumentam sua capacidade para 75%..

Covid-19. África registou mais 11 799 novas infeções

África registou 11.799 novas infeções de covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 8.146.310 casos, dos quais 7.480.123 recuperaram, de acordo com os dados oficiais mais recentes hoje divulgados.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas mais 25.405 doentes com covid-19 foram dados como recuperados.

Este organismo reviu em baixa o número de mortes em África desde o início da pandemia, o qual é agora de 206.179 (menos 23 do que os avançados no sábado).

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique contabiliza 1.903 mortes associadas à doença e 149.981 infetados acumulados desde o início da pandemia, seguindo-se Angola (1.388 óbitos e 52.307 casos), Cabo Verde (329 mortes e 37.052 infeções), Guiné Equatorial (137 óbitos e 11.063 casos), Guiné-Bissau (130 mortos e 6.078 infetados) e São Tomé e Príncipe (43 óbitos e 3.025 infeções).

A África Austral continua a ser a região mais afetada do continente, com 3.842.432 casos e 107.557 mortes. Nesta região, apenas a África do Sul contabiliza 2.880.349 casos e 86.116 óbitos.

O Norte de África, que sucede à África Austral nos números da covid-19, atingiu os 2.482.007 infetados com o vírus SARS-CoV-2 e 66.278 mortes associadas à doença.

A África Oriental contabiliza 956.635 infeções e 19.785 mortos, enquanto a região da África Ocidental regista 635.469 casos de infeção e 9.306 mortes. A África Central é a que tem menos casos de infeção e de mortes, com 229.767 casos e 3.253 óbitos.

A Tunísia, o segundo país africano com mais vítimas mortais a seguir à África do Sul, regista 24.442 mortes e 699.224 infetados, seguindo-se o Egito, com 16.951 óbitos e 296.276 casos, e Marrocos, que contabiliza o segundo maior número de infeções em todo o continente, 918.126 casos, mas menos mortes do que os dois países anteriores, 13.876 óbitos associados à doença.

Entre os países mais afetados estão também a Argélia, com 5.686 óbitos e 201.453 pessoas infetadas, a Etiópia, com 5.115 vítimas mortais e 332.003 infeções, e o Quénia, com 4.980 mortes associadas à doença e 246.296 contágios acumulados.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

China regista mais 66 casos, 43 por contágio local

China registou hoje 66 novos casos de covid-19, 43 dos quais por contágio local, diagnosticados na província de Fujian, na província de Yunnan, no sudeste da China, informaram as autoridades.

O atual surto em Fujian foi identificado no fim de semana passado e afeta sobretudo as cidades de Putian e Xiamen.

Os restantes 23 casos foram diagnosticados em viajantes oriundos do exterior nos municípios de Xangai (leste) e Tianjin (nordeste) e nas províncias de Yunnan (sul), Guangdong (sudeste), Hubei (centro), Guangxi (sul) e Sichuan (centro).

O balanço do último dia representa um ligeiro aumento em relação ao dia anterior, quando se registaram 46 novos casos.

A Comissão de Saúde da China indicou que, até à meia-noite local, 52 pacientes tiveram alta, com o total de infetados ativos na China continental a cifrar-se em 927, incluindo nove em estado grave.

A mesma fonte adiantou que o país somou 95.689 casos e 4.636 mortos desde o início da pandemia.

A covid-19 provocou pelo menos 4.667.150 mortes em todo o mundo, entre mais de 226,96 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.902 pessoas e foram contabilizados 1.061.371 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Eurodeputada do PS acusa China de usar pandemia para suprimir liberdades em Macau

A eurodeputada socialista Isabel Santos afirma que a China está a desculpar-se com a pandemia de covid-19 para "reprimir ainda mais as liberdades" em Macau e prometeu seguir a situação na região, no âmbito da nova estratégia UE/China.

Isabel Santos, membro do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (PE), introduziu recentemente a questão da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), durante o debate da nova estratégia UE-China.

Num relatório aprovado quinta-feira em Estrasburgo, o PE pede à China que respeite o estatuto de Macau e deixe de interferir nas eleições e funcionamento dos media.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Santos explicou que é "impossível" falar desta nova estratégia "sem falar das violações da declaração conjunta luso-chinesa e sem falar das violações à lei básica de Macau, que têm ocorrido nos últimos tempos".

"Claro que, para o PE, esta é uma situação nova, pois o PE, até agora, debateu muito a situação em Hong King, Xinjiang, Tibete. Esta é uma questão nova no seio da União Europeia (UE), no seio do PE", acrescentou.

Para a eurodeputada portuguesa, que faz parte da Comissão de Assuntos Externos e da Subcomissão dos Direitos Humanos do PE, "não quer dizer que a UE não fosse acompanhando a situação em Macau, mas com o agudizar que se assiste nos últimos tempos, toma uma outra relevância no debate que estamos a ter".

Segundo Isabel Santos, a pandemia de covid-19 "foi aproveitada pela China, como tem sido aproveitada por diversos poderes ditatoriais e autocráticos pelo mundo fora, como desculpa para reprimir ainda mais as liberdades".

Covid-19. Austrália abranda restrições em Sydney

As autoridades australianas anunciaram hoje o abrandamento de algumas restrições contra a covid-19 em Sydney, a cidade mais afetada pela pandemia, ao mesmo tempo que aumenta o ritmo de vacinação com mais de 36% da sua população inoculada.

A chefe de Estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, afirmou em conferência de imprensa que o relaxamento de algumas medidas entrará em vigor a partir de segunda-feira nas doze áreas mais afetadas da área metropolitana de Sidnei.

As novas regras incluem a eliminação do limite de duas horas para exercício e o aumento de duas para cinco pessoas vacinadas que podem reunir-se.

Dos 1.607 novos casos anunciados hoje, 1.083 ocorreram em Nova Gales do Sul, 507 em Victoria e 17 na área metropolitana de Camberra, enquanto centenas de milhares de pessoas foram vacinadas em todo o país.

A Austrália, que até há algumas semanas tinha seguido uma política rigorosa de supressão do vírus, assumiu que terá de abrir o país, apesar de isso significar um aumento das infeções devido principalmente à variante Delta, mais contagiosa.

"Esta é a tensão, haverá sempre pessoas que pensam que não somos suficientemente rígidos e haverá sempre outras que pensam que somos demasiado rígidos. (...) É por isso que o nosso plano de abertura é muito cauteloso", disse Berejiklian.

No sábado, a polícia teve que usar gás pimenta contra manifestantes durante um protesto anti-confinamentos em Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália.

Cerca de 1.000 manifestantes reuniram-se em Richmond depois de o local inicialmente previsto para o protesto ter sido alterado no último minuto para fugir das autoridades.

Covid-19. Trabalhadores das telecomunicações vão intercalar teletrabalho com presencial

O regresso ao escritório nas três operadoras de telecomunicações históricas será feito em modelo híbrido, tendo a NOS iniciado já o processo, enquanto na Altice Portugal arranca na segunda-feira e na Vodafone Portugal no final do mês.

"Os colaboradores da NOS regressaram aos escritórios no dia 06 de setembro, num modelo que conjuga dois dias de trabalho presencial semanal com trabalho remoto, de forma rotativa para garantia das regras de segurança que ainda se impõem", disse a diretora de recursos humanos da operadora, Isabel Borgas, à Lusa.

As garagens, disse, "estarão abertas a todos os colaboradores até à sua capacidade máxima, mantendo-se a flexibilidade nos horários de entrada e saída para evitar a concentração de pessoas nos transportes públicos e no acesso aos edifícios" e "mantêm-se ainda em vigor todas as iniciativas relacionadas com o reforço da limpeza nos edifícios e alterações no sistema de ventilação dos mesmos".

Por sua vez, fonte oficial da Altice Portugal disse à Lusa que o regresso aos escritórios "decorrerá a partir do próximo dia 20 de setembro", ou seja, já na segunda-feira, "de modo a garantir que a partir de 01 de outubro todos os colaboradores se encontram em escala de trabalho rotativo e com equipas em espelho, adotando, portanto, um modelo híbrido de trabalho presencial-remoto".

A empresa salientou que, "de forma a garantir a segurança de todos os colaboradores", irá continuar a "praticar horários flexíveis, permitindo o desfasamento das deslocações ao escritório, sobretudo no que respeita à ocupação dos transportes públicos".

Já no grupo Vodafone, o regresso ao escritório começa no dia 27 de setembro.

"Depois de um ano e meio em teletrabalho, a quase totalidade dos colaboradores Vodafone que permanecia a trabalhar a partir de casa vai regressar ao escritório já a partir do próximo dia 27 num modelo híbrido, ou seja, dividido entre trabalho remoto (60%) e trabalho presencial (40%)", disse a administradora com o pelouro dos recursos humanos, Luísa Pestana, à Lusa.

Nesse sentido, "não há dias fixos no escritório, dando-se a liberdade aos colaboradores para que possam escolher, semana a semana, em que dias querem ficar a trabalhar em casa ou se preferem o trabalho presencial", explicou Luísa Pestana.

A Vodafone tem "em curso" um programa de adaptação dos espaços de escritório, "com a criação, alteração ou ampliação de espaços específicos para: colaboração (espaços sem monitores individuais, com sistema de projeção coletiva e quadros de escrita), concentração (postos de trabalho tradicionais com um monitor) e reuniões".

ALU // MSF