Governo decreta estado de alerta e autoriza contratação de mais 500 bombeiros

O ministro da Administração Interna anunciou um novo estado de alerta que começa domingo e prolonga-se até terça-feira. José Luís Carneiro garantiu ainda que serão ainda contratadas mais 100 equipas de bombeiros e antecipado pagamento de um milhão de euros às corporações.

Paula Sá
O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro (E), acompanhado pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A previsão de um agravamento do calor em Portugal Continental, levou o Governo a determinar novo período de "alerta", que começa no domingo e será reavaliado na segunda-feira, o que implicará restrições do uso do fogo, máquinas agrícolas e até acesso à floresta neste período. Tudo para evitar novos incêndios como os que têm devastado a Serra da Estrela.

Após uma reunião com vários ministros, o titular da pasta da Administração Interna anuncia ainda que será permitido à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) contratar mais 100 equipas de bombeiros, o que representa mais 500 homens. José Luís Carneiro admitiu que "há desgaste de meios humanos, materiais e logísticos ".

O ministro da Administração Interna afirma ainda que será reforçado o patrulhamento das zonas florestais, com mais 25 patrulhas das Forças Armadas. "O combate ao incendiarismo é um prioridade", frisou.

A antecipação do pagamento às corporações que têm estado envolvidas no dispositivo especial de combate aos fogos é outra das medidas aprovadas pelo Governo, na ordem de um milhão de euros. O que será feito pela ANEPC.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas no final de uma reunião com a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, com a ministra da Saúde, Marta Temido, com o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, e com a ministra e da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes.

José Luís Carneiro admitiu que estas medidas são tomadas por vários fatores, entre os quais, um agravamento do calor em Portugal Continental, que poderá em certas regiões atingir temperaturas superiores a 40.ª, associado a ventos na ordem dos 40 a 60 KM/h; a manutenção de seca severa e a massa florestal acumulada.

Pelo balanço das autoridades, 64% dos incêndios ainda derivam do uso do fogo e de causas diversas, mas o "incendiarismo" duplicou e já representa 26% das causas.

Sobre o fundo de emergência às populações afetadas pelos fogos, sobretudo as da Serra da Estrela, o ministro reiterou que haverá uma reunião na segunda-feira com os autarcas para "serem tiradas ilações" e preparar esse apoio do Estado central.