Em 13 dias, farmácias venderam 104 mil autotestes à covid-19

Ao todo, em duas semanas, foram feitos 199 mil testes, 104 mil autotestes e 95 mil testes profissionais. Empresas, restauração e famílias estão a aderir aos testes mais rápidos.

Ana Mafalda Inácio
Farmácias dispensaram 104 mil autotestes e 95 mil testes profisssionais realizados na própria farmácia.

Em Lisboa, patrões da restauração estão a aderir à compra de autotestes para controlar a doença no negócio. Os pais também os estão a procurar para testarem os filhos para que possam voltar às atividades de tempos livres e às modalidades desportivas. E famílias inteiras também os têm procurado para se poderem juntar e estar mais descansados. Os idosos também o fazem, mas estes, "têm mais dificuldade de os realizar e, muitas vezes, somos nós que os temos de ajudar e fazer o auto teste logo aqui na farmácia", conta ao DN fonte de uma farmácia de Lisboa, da zona de Alvalade. Por aqui, os autotestes têm sido muito procurados, mas no Porto nem tanto.

O certo é que dados disponibilizados ao DN pela Associação Nacional de Farmácias revelam que em 13 dias, de 1 a 13 de abril, depois de o teste da Roche ter sido aprovado pelo Infarmed, o único que já está no mercado, foram vendidos 104 mil autotestes.

Segundo explicaram ao DN, quem os procura considera que são testes fiáveis, baratos e rápidos de fazer. E ainda por cima, "quando não conseguem têm a nossa ajuda. É o que temos feito com todos os nossos utentes", disse outra farmacêutica da zona de Arroios. Mas ao todo, neste período de tempo, foram vendidos 199 mil testes para rastrear a covid-19. Os restantes 95 mil foram testes de antigénio realizados nas próprias farmácias. Até agora, segundo contaram ao DN, desde que estão à venda mais de uma centena de situações positivas foram notificadas às autoridades de saúde.

No Porto, o proprietário da farmácia Vitália, sedeada no centro da cidade, diz que "o autoteste não tem funcionado". Armindo Cosme acredita que, neste momento, e apesar de o autoteste ser um instrumento importante para o rastreio, as pessoas estão mais conscientes sobre a doença, os sintomas e o que devem fazer, não havendo uma procura frenética dos autotestes.

O farmacêutico refere que, na Páscoa, "houve famílias que para estarem juntas procuraram o autoteste, mas informámos sempre que este não tem a fiabilidade de um teste PCR e que têm um período de janela muito curto, só funcionam quando o doente está assintomático, e num prazo de quadro a cinco dias".

Em Lisboa, contam, já há quem esteja a procurar estes testes para pequenas viagens. "Tivemos um utente que teve de viajar de emergência para França, comprou, fez aqui, levou certificado da farmácia e não teve problemas".

Porém, estes testes não são válidos para viagens. De acordo com as normas da Direção-Geral de Saúde, os testes para viajantes são os de PCR. O preço de cada um dos autotestes é de 6,5 euros e neste momento além das farmácias estão à venda também em parafarmácias.