A orca mais velha do mundo está desaparecida e pode ter morrido

A orca "Granny", ou avozinha, teria mais de um século quando desapareceu, em outubro do ano passado

Não há certezas, mas os cientistas têm poucas dúvidas: a orca mais velha do mundo, com mais de um século de existência, está desaparecida da costa oeste da América do Norte desde 12 de outubro de 2013 e, face à ausência prolongada, deverá ter morrido.

Numa declaração colocada online no site do Center for Whale Research, instituição de Washington, EUA, que se ocupa do estudo das baleias, Kenneth C. Balcomb, o investigador principal do centro - e que foi o primeiro a avistar a orca em 1976 - refere que não se sabe o que lhe aconteceu, mas o desaparecimento indicará, certamente, a morte. Tanto que escreve um texto "em memória" da J2: este era o nome oficial da orca mas, dada a idade do animal, era mais conhecida como "Granny", avozinha em português.

A própria idade da orca não era consensual, mas o investigador admite que a J2 poderia ter 105 anos na altura em que desapareceu dos mares em que habitualmente se deslocava, entre Seattle e Vancouver. Em 1987, a equipa de Balcomb estimou que tivesse pelo menos 45 anos, mas julgou mais provável que tivesse 76.

"Granny" fazia parte da população de orcas residente na costa oeste dos EUA, que foi incluída na lista de espécies em vias de extinção em 2005.

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