Seis dias depois, internamentos voltam a subir

Desde dia 6 de setembro que os internamentos vinham a cair. Uma tendência interrompida este domingo com 17 novos doentes nos hospitais. Isto num dia em que se registaram 911 novos casos e oito mortos, segundo o boletim da DGS.

Portugal registou nas últimas 24 horas 911 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Relatório deste domingo (12 de setembro) indica também que morreram mais oito pessoas devido à doença.

No que se refere à pressão nos hospitais portugueses, o número de internamentos subiu, seis dias depois de se ter registado o último aumento de casos de doentes a precisar de cuidados médicos. Estão agora 569 doentes internados com a covid-19 (mais 17 face ao que foi reportado no sábado), dos quais 120 em unidades de cuidados intensivos (menos um).

Na prática, desde a passada segunda-feira (6 de setembro) que o número de internados vinha a cair de forma sucessiva, passando dos 682 para os 569 internamentos registados hoje.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novas infeções (324), tendo sido declarado um morto, seguindo-se a região Norte com 295 novos casos, embora tenha tido três mortes devido à doença. A região Centro, que teve um óbito registado, contabilizou 118 novos casos.

Sem perdas de vidas, o Algarve contabilizou 98 novas infeções, enquanto o Alentejo teve duas mortes e 42 novos casos.

Nas regiões autónomas, registou-se um óbito nos Açores (mais 14 casos), enquanto a Madeira teve 20 casos e nenhuma vida perdida.

Resposta à variante Delta pode ser vacinação de crianças

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou entretanto que ainda não recebeu nenhum pedido das empresas farmacêuticas para aprovar a vacinação de crianças com menos de 12 anos.

"Até ao momento, não foi apresentada à EMA nenhuma solicitação de prorrogação da indicação para o uso de uma vacina covid-19 em menores de 12 anos", disse fonte do regulador europeu, ao adiantar que esta avaliação é sempre realizada de acordo com um plano de investigação pediátrica.

Os ensaios clínicos pediátricos são geralmente estruturados para que uma vacina seja estudada primeiro em adolescentes e, progressivamente, em crianças menores de 12 anos.

Assim que os dados de uma faixa etária mostram que a vacina é segura e que confere uma boa resposta imunitária, as farmacêuticas podem enviar os dados à EMA para a sua aprovação nessa faixa etária, adiantou a mesma fonte.

As duas vacinas de tecnologia RNA mensageiro (mRNA) aprovadas pela EMA e que estão a ser administradas na União Europeia (UE) podem ser utilizadas em crianças, mas, para já, apenas a partir dos 12 anos.

Em 28 de maio de 2021, a vacina do consórcio Pfizer/BioNTech foi aprovada para utilização em menores dos 12 aos 15 anos na UE e, em 27 de julho, a da farmacêutica Moderna recebeu a `luz verde´ da EMA para imunização de adolescentes entre os 12 e os 17 anos.

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