Seixas Santos. "Figura fundamental do cinema nas últimas décadas", diz Marcelo

O realizador de cinema Alberto Seixas Santos morreu na madrugada de hoje em casa, em Lisboa, aos 80 anos.
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O Presidente da República lamentou hoje a morte do realizador Alberto Seixas Santos, considerando-o "uma das figuras fundamentais do cinema português das últimas décadas".

Marcelo Rebelo de Sousa salienta o cineasta, cineclubista, crítico e professor que foi Alberto Seixas Santos que foi também bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Para o Presidente, "é impossível subestimar a influência e importância" de Alberto Seixas Santos, cineasta do Cinema Novo, que "alinhou o cinema português com a modernidade".

Ao referir ter enviado condolências à família do realizador, Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que este filmou "o salazarismo e a revolução, em obras ousadas, interrogativas, frontais".

"A Cinemateca Portuguesa, que recentemente lhe dedicou uma retrospetiva, chamou ao seu cinema, com muito justeza, uma forma de "realismo utópico", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.

O realizador de cinema Alberto Seixas Santos morreu na madrugada de hoje em casa, em Lisboa, aos 80 anos.

Alberto Jorge Seixas dos Santos nasceu a 20 de março de 1936, em Lisboa. Frequentou o Curso de Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A partir de 1958 trabalhou como crítico de cinema em diversas publicações. Em 1962 estudou em Paris, frequentando o Institut d'Hautes Études Cinématographiques e, no ano seguinte, a London Film School.

"Brandos Costumes", a sua primeira longa-metragem, rodada entre 1972 e 1975 e escrita em parceria com os escritores Luiza Neto Jorge e Nuno Júdice, traça um paralelo entre o quotidiano de uma família da média burguesia e o trajeto do regime emanado do golpe militar de 28 de maio de 1926. Este filme foi selecionado, em competição, para o Festival de Cinema de Berlim.

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