"Saiu-me a sorte grande? Não diria tanto. É só mais um desafio"

Segura e sempre bem-disposta, Tânia Ribas de Oliveira ensaiou apenas duas vezes antes da estreia de Fatura da Sorte. E, entre risos, acaba por contar que na rua já lhe pedem carros de luxo...

Não foi preciso andar muito para Tânia Ribas de Oliveira chegar até ao estúdio 4 da RTP, em Lisboa, onde é gravado Fatura da Sorte, ou não se situasse este dois andares acima do cenário que alberga diariamente a "sua" Praça da Alegria e Portugal no Coração, bem como O Preço Certo, de Fernando Mendes, que todas as semanas oferece também carros aos portugueses.

Passavam poucos minutos das 16.00 quando a equipa de reportagem da Notícias TV entrou no estúdio onde são gravados todos os programas com cenário virtual que os diferentes canais da televisão do Estado transmite. É lá que já se encontra Tânia Ribas de Oliveira, no primeiro ensaio para o seu novo desafio: Fatura da Sorte, concurso lançado pela Autoridade Tributária e Aduaneira que premeia os portugueses que peçam fatura com número de contribuinte por qualquer compra ou transação efetuada. "Silêncio, não podem fazer barulho, a Tânia está a ensaiar", solta o assistente de realização. Em estúdio encontram-se quatro câmaras e os respetivos operadores, que captam todos os passos da apresentadora. O carro em sorteio fica por conta dos gráficos, até porque em estúdio só há um "carro virtual".

"O que é isto, fofinhos? 207 milhões 321 mil e 890? Só para perceber que não é erro. Podem antes escrever por extenso para eu não me enganar?", pede a apresentadora, gentilmente. A régie dá o OK. Este é o primeiro de dois ensaios, os únicos que teve para a estreia do seu novo desafio. Mas nem por isso está nervosa, ou não somasse ela já vários anos a trabalhar em direto no daytime da RTP1. "Foi pouco tempo de ensaios, porque eu também não tenho muito tempo, como faço a Praça da Alegria todos os dias... Por isso, só tive dois ensaios corridos", diz. Apesar de faltar pouco para a gravação do programa, a comunicadora mantém-se calma e o teste decorre sem problemas. "Podem colocar aqui um ponto final ou reticências para não me esquecer de que tenho que fazer uma pausa?", solta.

Durante os ensaios, e por questões de confidencialidade, os números sorteados foram aleatórios. "E o número vencedor pertence ao concelho de...", anuncia Tânia Ribas de Oliveira. "Só digo o município, certo? O distrito não é para dizer?", perguntou. "OK, então é só o concelho, está bem." E chega ao fim o ensaio. No seguinte, mais familiarizada com o teleponto, foram poucos os ajustes do rosto da RTP1. "Não trabalho com teleponto na Praça da Alegria e aqui, por causa das regras do concurso, tenho de o utilizar, tenho esse apoio. Nesse sentido é diferente das manhãs, mas nem por isso mais difícil. É só diferente", justificou-se à Notícias TV. Apesar de os ensaios terem sido rápidos, Tânia acabou por ficar cerca de 45 minutos à espera pela chave sorteada, que demorou algum tempo a chegar aos estúdios da RTP.

A estrear-se na condução de um sorteio em que a sorte dita o vencedor, a pergunta impõe-se. Saiu a sorte grande ao rosto do canal do Estado? "Saiu-me a sorte grande? Não diria tanto, é um desafio novo, mas é só mais um desafio que me foi proposto pela RTP e eu aceitei. E, claro, sinto o peso da responsabilidade, como sinto com qualquer outro programa que faça nesta casa", confessa, a sorrir. E, a terminar, acaba por confessar, que na rua lhe têm pedido carros de luxo. "Na rua há pessoas que a brincar me dizem: "Tânia, dá-me um carro." Mas este é um sorteio que tem uma dificuldade grande de ser atribuído", remata.

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