"Isto, para nós é como fazer uma final de um campeonato europeu"

"A TVI inteira", com Cláudia Lopes e Joaquim Sousa Martins à cabeça, prepara-se para acompanhar, amanhã, a final da Liga dos Campeões. Treze horas em direto de Lisboa e Madrid culminarão com uma vitória espanhola... mas também portuguesa.

Visitámos Joaquim Sousa Martins e Cláudia Lopes na TVI, em Queluz de Baixo, a menos de 72 horas do dia D. A estação de televisão portuguesa que, pelo segundo ano consecutivo, transmite a Liga dos Campeões, prepara-se a todo o gás para a operação especial que culminará com a final, amanhã, disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, entre dois clubes do país vizinho, mas com muitos portugueses à mistura: o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão e o Atlético de Madrid de Tiago. A operação, segundo o editor de desporto da estação de Queluz de Baixo, envolve "a TVI inteira". "É um dia em que deslocamos os nossos meios todos para a cidade e também vamos ter uma plataforma em Madrid, para acompanhar o jogo lá", conta Joaquim Sousa Martins.

Habitualmente juntos durante as emissões da Liga dos Campeões, os jornalistas vão estar separados por 12 quilómetros. "Vamos ter um estúdio-mãe na Praça do Comércio. Isto é uma festa popular, a nossa ideia é estar junto das pessoas", relata Sousa Martins. O editor de desporto da TVI vai estar na praça lisboeta, onde estará montado um complexo com vários pontos de diversão para os fãs da Liga dos Campeões, mas onde não será transmitida a partida. Cláudia Lopes ficará no Estádio da Luz, recinto que acolhe a partida. O "pingue-pongue" entre Joaquim e Cláudia será complementado, ao longo do dia, com "vários pontos de reportagem espalhados na cidade". "Temos repórteres nos hotéis, no aeroporto, no exterior do Estádio da Luz, junto a áreas onde haverá uma grande concentração de adeptos, acrescenta Sousa Martins.

O lema "em equipa que ganha não se mexe" será seguido nesta emissão especial. Os comentadores que, desde agosto, acompanharam a caminhada das equipas europeias até à final serão os mesmos. A narração do confronto entre os merengues e os colchoneros estará a cargo de Pedro Sousa, que será coadjuvado nos comentários por Dani e Vítor Baía (que estarão, desde manhã até ao início da partida, ao lado de Cláudia Lopes). Pedro Henriques, Rui Pedro Braz e Luís Francisco estarão na Praça de Comércio de manhã à noite, com Joaquim Sousa Martins. Na reta final de mais um ano a acompanhar a Liga dos Campeões, Cláudia Lopes faz questão de frisar o privilégio de poder, na TVI, "trabalhar no filet mignon". "O que me marca na Champions, ao fim de dois anos, é a qualidade do produto. Sabemos que, independentemente das equipas e dos protagonistas, temos as melhores imagens, o melhor produto. E isso é uma motivação", diz a jornalista.

O FACTOR CRISTIANO RONALDO

Há duas certezas incontornáveis nesta final da Liga dos Campeões: a taça irá para Madrid e será erguida por, pelo menos, um português. "Há uma marca portuguesa nesta final", diz Sousa Martins. "Algum deles levantará a taça, isso é certo", acrescenta Cláudia Lopes. A jornalista descreve que terminar a milionária competição de clubes na capital portuguesa "é um acabar em apoteose". O editor de desporto da TVI reconhece a responsabilidade de estar à frente de uma operação como esta. "Isto, para nós, é como fazer uma final de um campeonato europeu. A Champions tem essa dimensão, tem os melhores jogadores do mundo", admite Sousa Martins. Opinião corroborada por Cláudia Lopes. "Está ao nível da final do Euro 2004. Para nós, tem essa dimensão de importância."

Independentemente da orientação clubística ou mesmo da nacionalidade, às 19.30 de amanhã um só nome congregará as atenções do mundo no relvado do Estádio da Luz, mesmo daqueles que poderão não ser tão adeptos do desporto-rei. "Cristiano Ronaldo é um atrativo para toda a gente. Até para os media estrangeiros que vêm em peso porque o temos na final", garante Cláudia Lopes. Sousa Martins explica que a presença do capitão da seleção na final cria uma ligação incontornável. "O Ronaldo, em si, é um acontecimento permanente. O Ronaldo, estando num acontecimento, dobra a importância do mesmo. E depois, há também esse lado afetivo, de ser português."

O receio de uma eventual lesão do futebolista madeirense estará certamente nas mentes daqueles que esperam vê-lo fazer um brilharete no Campeonato do Mundo, no Brasil, que arranca a 9 de junho, reconhece Cláudia Lopes. "Acho que os portugueses têm sentimentos contraditórios em relação a este jogo. Muitos desejarão que ele levante um troféu mas outros talvez pensarão "se ele não ganhar a Champions e se for melhor para a seleção porque está mais poupado..."", diz a jornalista.

A final da Liga dos Campeões não é sinónimo de descanso para Joaquim Sousa Martins e Cláudia Lopes. "O final ainda está tão longe, só a 14 de julho. Até lá, estamos como os presidiários a fazer riscos na parede [risos]", brinca a jornalista.

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