"Isto não é só glória, é também muito trabalho"

Em quatro horas gravaram oito batalhas. "Sempre a abrir", Marisa Liz, Rui Reininho, Anselmo Ralph e Mickael Carreira mal tiveram tempo para descansar. Assim foi o derradeiro dia de gravações das Batalhas de The Voice Portugal. E nem Tony Carreira faltou.

São 14.00. Nos estúdios da Barroca d"Alva, Alcochete, estão mais de 200 pessoas, entre elementos da produção, mentores e público. É o último dia de gravações da segunda fase de The Voice Portugal e a vontade é, diz um responsável do programa, "continuar a fazer o excelente trabalho que os portugueses têm visto aos domingos à noite na RTP1".

Marisa Liz, Anselmo Ralph, Mickael Carreira e Rui Reininho ainda não assumiram as suas posições, mas o público já treina os aplausos. O "ringue", que serve de palco para os concorrentes se enfrentarem, é passado a pente fino por uma empregada de limpeza. Enquanto isso, Catarina Furtado assume a sua posição, onde vai gravar os pivôs destas Batalhas. "Catarina, um beijinho da tua afilhada de Leiria", diz uma das senhoras da plateia. "Da Ritinha, outro beijinho para ela", responde a apresentadora, a sorrir.

Do outro lado do estúdio, Vasco Palmeirim também aguarda para gravar os seus pivôs. "Dá um passo à frente", pede-lhe o assistente de realização, Nuno Carvalho. "De bebé ou normal?", brinca o apresentador.

"O microfone já está ligado? Qual é o melhor programa do mundo, qual é?", questiona Catarina Furtado. A plateia responde alto e bom som: "The Voice Portugal!". "Atenção, pessoal, não podem tirar fotografias", pede, em seguida, o animador do público, Bruno Vidal. "E os que já fotografaram?", provoca a apresentadora, a rir.

Cinco minutos depois, inicia-se a gravação. "Atenção, costas direitas! Vamos gravar", grita o animador de público. A gargalhada é geral e a boa disposição um dos argumentos principais das gravações de The Voice Portugal. "Olá, boa-noite! Sejam bem-vindos ao The Voice Portugal e às Batalhas", anuncia Catarina Furtado, enquanto os quatro mentores entram em estúdio.

"Cortou, está feito", solta o assistente de realização. A apresentadora deixa o local onde gravou o primeiro pivô e corre ao encontro dos mentores, cumprimentando-os.

Pouco mais de dois minutos depois volta para o seu espaço e anuncia o primeiro duelo. "Esta batalha vai ser brutal. A casa vem mesmo abaixo", segreda a apresentadora ao câmara David, referindo-se ao momento que vai opor Mariana Bandhold a Filipa Henriques e que está prestes a iniciar-se. Não sem antes Catarina ser retocada. "Há ali uns cabelos no ar. Temos de pôr mais laca", diz Nuno Carvalho. "O melhor é deixar ali uma embalagem de laca ao pé do David [operador de câmara], assim escusa o Rui [Canento, cabeleireiro] de estar sempre a ter de vir cá", acrescenta Catarina Furtado.

Já pronta, a comunicadora anuncia as duas concorrentes, que, de seguida, sobem ao palco e começam a cantar. A opinião dos mentores é o momento que se segue, até que Mickael Carreira tem de decidir qual das duas continua em competição. A decisão não é fácil, mas só vai ser conhecida numa das próximas noites de domingo, até porque a exibição dos duelos não é feita com a mesma sequência com que é gravada. A segunda batalha deste dia, por exemplo, já foi para o ar no passado domingo e opôs dois "pupilos" de Marisa Liz.

Nuno Pinto e João Alves estão prontos a entrar em palco e cantam uma versão de Sol de Inverno, de Simone de Oliveira. A escolha da mentora não foi fácil e contrariou a opinião dos colegas, que preferiam salvar João. "Foi a minha decisão. Sigo sempre o meu coração. Naquele momento foi uma decisão muito complicada, o João é um excelente cantor e eu só espero que lhe corra tudo muito bem na vida", contou, após o final da gravação à Notícias TV.

Terminada mais uma batalha, uma pequena pausa, para os mentores serem retocados pela equipa de caracterização. Seguem-se Diogo Lestre e Gonçalo Silva, da equipa de Rui Reininho, e depois Elisabete Batista e Carla Batista, cujo mentor é Anselmo Ralph. A vocalista dos Amor Electro começa a sua intervenção em jeito de brincadeira. "Antes de mais, esclarecer que não se diz "Elisábete", mas sim, Elisabete, que é também o nome da minha mãe. Normalmente chamamos-lhe Beta, quer dizer, eu não, eu chamo-a de mãe. Já não estou boa da cabeça. É das hormonas", solta, enquanto a plateia ri às gargalhadas, prosseguindo com a sua avaliação. Chega depois o momento de a voz de Não Me Toca anunciar o seu veredicto.

Enquanto aguardam pelo início de mais uma batalha, os mentores vão trocando algumas ideias. Em seguida, gravam depoimentos sobre o que acabou de acontecer em palco. E, nem cinco minutos depois, inicia-se o duelo entre o duo Sandra Gonçalves e Rui Faria e Dinis Coutinho, do mentor Mickael Carreira. Uma batalha que vai causar polémica. Curiosamente, Sandra e Rui, a única dupla em competição, são velhos conhecidos de Catarina Furtado, que com eles se cruzou em Chuva de Estrelas, da SIC. "É verdade, há concorrentes no programa que eu conhecia. A Sandra e o Rui concorreram ao Chuva de Estrelas e acho um ato absolutamente corajoso da parte deles ao voltarem", assume a apresentadora à Notícias TV.

Até às 18.15 passaram pelo palco do The Voice Portugal mais seis candidatos. Miguel Monteiro e Inês Lucas, da equipa de Marisa Liz, Sara Ribeiro e Patrícia Araújo, "pupilos" de Rui Reininho e ainda Rita Seidi e Raquel Silva, de Anselmo Ralph, cuja batalha foi exibida no passado domingo. Após o final deste confronto, os mentores tiveram direito a um momento de pausa e Catarina Furtado e Vasco Palmeirim terminaram a gravação, despedindo-se dos espectadores lá de casa e do público presente. "E assim termina mais uma emissão. Até ao próximo domingo", despedem-se. Mas o dia ainda só vai a meio e, depois de uma pausa, perto das 20.00, o público, agora com outros rostos, e os mentores voltam ao plateau para gravar os oito duelos que faltam.

Durante a pausa, os mentores aproveitam para fazer um balanço sobre o programa. "Está a ser inesquecível. Nunca tive oportunidade de participar em programas televisivos, e acredito que a boa amizade que já se fez entre nós me deixou mais à vontade para fazer este programa", começa por dizer Anselmo Ralph. Rui Reininho corrobora: "Está a correr maravilhosamente, mas as exigências são maiores", afirma, acrescentando, referindo-se ao que espera os candidatos no futuro: "Isto não é só glória, é também muito trabalho." Já Mickael Carreira, que neste dia teve uma visita especial, a do pai, Tony, que não quis ser fotografado, destacou a importância da sua presença. "É sempre bom tê-lo cá, contar com o apoio da família e dos amigos." Marisa Liz deixa um agradecimento à produção. "Têm sido fantásticos e apoiam-nos muito nesta nossa primeira viagem na televisão. Pelo menos eu não estava habituada a tudo isto", refere.

A dupla de apresentadores, por sua vez, derrete-se em elogios mútuos. "Foi um grande presente apresentar o The Voice com o Vasquinho e ainda por cima o meu filho é fã dele", conta Catarina. Palmeirim riposta, admitindo que já tinha seguido A Voz de Portugal, que a colega apresentou sozinha no passado. "Sou um grande fã da Catarina, por isso quase tudo o que ela faz, eu vejo. Não vi o documentário da Gorongosa, porque não estava em casa, mas o meu pai viu e disse que gostou." E mesmo a gravar lesionada, depois de ter feito uma rotura de ligamentos, Catarina não põe de lado os saltos altos. "Não está a custar estar de saltos altos. Só à noite é que vai custar. Mas eu gosto de trabalhar e também gosto de saltos altos", conclui, entre gargalhadas.

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