Canais resistem a saltar do ecrã para as fotografias do instagram

A RTP é a única estação generalista portuguesa na rede social de partilha de fotografias. Uma presença tímida, que se torna ainda mais escassa quando se trata das estações privadas. Responsáveis explicam porque resistem a esta plataforma.

Em 2009, a RTP entrava nas redes sociais ao criar uma página de Facebook. Sete anos depois, aderiu ao Instagram, sendo atualmente o único canal de TV generalista português com presença nesta rede social. Ao contrário da estação pública, a SIC e a TVI, presentes no Facebook desde 2009 e 2010, respetivamente, ainda resistem à plataforma de partilha de imagens. Em avaliação está, pelo menos no caso de Queluz de Baixo, a proximidade que os seus perfis podem ajudar a criar junto dos espectadores.

Quando, no ano passado, criou a sua página no Instagram, a RTP fê-lo com um objetivo: marcar presença junto dos mais jovens, os maiores utilizadores da rede social comprada em 2012 por Mark Zuckerberg. Uma necessidade que ainda hoje é essencial no que toca a decidir que programas, além do próprio canal, devem fazer parte da rede. "Temos a RTP e depois temos perfis no Instagram do The Voice Portugal e de Chefs Academy, às quais se juntam a da rádio Antena 3. Queremos estar junto dos novos seguidores e acompanhar as tendências", explica à Notícias TV Élia Rodrigues, da área dos conteúdos multimédia da estação pública, referindo-se a programas como os de culinária, que nos últimos tempos têm tomado de assalto os canais de televisão.

A profissional salienta ainda que o canal "chega também aos seguidores do Twitter e do Facebook", que são, aliás, bastante mais numerosos do que no Instagram: a RTP é seguida por 333 mil pessoas no Facebook, por dez mil no Twitter e por apenas três mil nessa plataforma social.

Já a privada de Queluz de Baixo pode não ter qualquer presença no Instagram, mas alguns dos seus programas com mais audiência televisiva já aderiram a esta plataforma. É o caso do recente Rising Star - A Próxima Estrela, um formato voltado para as novas tecnologias, MasterChef Portugal e as novelas Belmonte e I Love It. Ricardo Tomé, diretor coordenador da Media Capital Digital, explica à nossa revista que "todas as redes sociais e a proximidade que proporcionam às marcas TVI no sentido de estarem mais junto dos seus públicos são de avaliação permanente". O responsável adiantou ainda que, além de os programas MasterChef e Rising Star, "equacionam também a presença de futuro da TVI nesta ou outras redes sociais".

Curioso é o facto de, no Instagram, as "audiências" serem diferentes das televisivas. Ou seja, Rising Star, líder aos domingos, não chega aos mil seguidores na rede social, enquanto o seu concorrente da RTP1, The Voice Portugal, ultrapassa os quatro mil. Já Sabadabadão, que se estreou no sábado passado na SIC - estação que não respondeu à Notícias TV até à hora de fecho da revista -, tendo sido visto por um milhão e quarenta e um mil espectadores, não tem mais do que 50 seguidores na plataforma de partilha de imagens.

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