Vivemos "a agonia democrática da nossa Constituição"

O Cardeal Patriarca de Lisboa disse hoje em Fátima que o que está a acontecer em Portugal é "a agonia democrática da nossa Constituição" e que "este sacrifício levará a resultados positivos, tanto para nós como para a Europa".

D. José Policarpo salvaguardou "não ser competente para falar de política" mas nem por isso deixou de dizer aquilo que está a acontecer em Portugal é "a agonia democrática da nossa Constituição" pelo facto de se tomarem medidas em função daquilo que é dito na rua.

O Cardeal Patriarca preside sexta e sábado à ultima peregrinação internacional aniversária, em Fátima. Na conferência de imprensa de apresentação da celebração disse que "estes problemas [a crise económica] foram criados por nós e por quem nos governou e agora bateu no duro. Estamos cá para ajudar quem precisa. Nunca se partilhou tanto em silêncio". E deixou um sinal de alento: "Sejamos objectivos e tenhamos esperança. Este sacrifício levará a resultados positivos, não só para nós como para a Europa."

Referiu ainda: "se há coisa que mata a democracia são os individualismos" tendo acrescentado "não contem, com a Igreja para alinhar na dimensão individualista da sociedade".

A peregrinação de Outubro começa hoje oficialmente, às 18:30, na Capelinha das Aparições, onde às 21:30 se realiza a benção solene de velas, a recitação do Rosário e o início da Procissão das Velas, estando marcada para as 22:30 a eucaristia no Altar do Recinto.

Cerca de 150 grupos de peregrinos, de vinte e nove países, estão inscritos como participantes na eucaristia principal da peregrinação, na manhã de sábado.

A peregrinação de Outubro, naquele que é o maior santuário mariano português, evoca uma das aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos e o chamado "Milagre do Sol", que relatos da época garantem ter sido testemunhado por cerca de 50 mil pessoas.

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