Vimieiro juntou amantes da Renault 4L e as suas histórias

Há quem chame lhes "pombinha" ou "rosita". É a assim o carinho pelos carros que já foram conhecidos como "jipe dos pobres".

"Aquele modelo deve ser único em Portugal. Não chegou a ser comercializado por cá. Tenho a certeza", afiançava uma voz conhecedora em pleno largo José Caeiro da Mata, no Vimieiro (Arraiolos), enquanto a Renault 4L, conduzida por um sorridente Fernando Dinis, galgava o passeio do adro da igreja, até estacionar entre um rol de viaturas da mesma marca. E confirmou-se. Aquele modelo misto - de transporte de passageiros e mercadorias - não foi vendido por cá. "Houve uma carrinha mais pequena, o modelo FV. Mas este é raro", afirmava o condutor da viatura que concentrava a curiosidade dos apaixonados pela 4L. Um carro que já foi moda e a quem chamaram "jipe dos pobres", mas que está a regressar à ribalta.

Razão tinha Lurdes Santos quando alertou que era preciso ter atenção às mais de três dezenas de 4L"s que se iam perfilando ontem à tarde para um passeio de amigos pelas estradas do Alentejo, naquele que é o 24.º Encontro Nacional do 4.Clube.Portugal. As viaturas até podem parecer muito iguais, mas não são. Os modelos foram melhorando com o passar dos anos, entre 1962, quando nasceu em França, até à última produção de 1992. Fernando Dinis ou Amadeu Oliveira guardam "recordações vivas" de 30 anos de história. Se o primeiro tem quatro automóveis, o segundo chega aos sete, mas já foi dono de alguns 30.

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