"Os Verdes" querem executivo PS investido mesmo sem acordo

"Viabilizaremos um programa apresentado por um Governo de iniciativa do PS", garantiu Heloísa Apolónia esta quarta-feira

A líder parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) afirmou hoje que a sua bancada viabilizará um futuro programa governamental socialista independentemente da existência de um acordo formal para romper com as atuais políticas protagonizadas por PSD/CDS-PP.

"Nós viabilizaremos um programa apresentado por um Governo de iniciativa do PS. Mesmo que não houvesse um acordo expresso para a concretização de um programa de Governo, nós viabilizaríamos. Estamos nisto de forma extraordinariamente séria e responsável", disse Heloísa Apolónia no parlamento após apresentar um primeiro pacote de 10 iniciativas para a XIII Legislatura.

"Depois, em função das iniciativas que forem sendo apresentadas, a democracia é isto mesmo: discutir as coisas com profundidade e procurar os entendimentos necessários para promover o melhor que se possa fazer ao país", acrescentou a líder parlamentar do PEV.

A deputada ecologista confirmou que se mantêm as "conversações com o PS relativamente a um conjunto de matérias" consideradas "urgentes e emergentes para resolver no país", num "trabalho nunca antes feito, de procura de pontos convergentes", os quais "vão muito para além" dos projetos de lei de "Os Verdes".

"Não está a haver uma conversação entre todos, está a haver uma conversação bilateral. Pela nossa parte, estão a continuar, não terminaram. Acho que é um trabalho bastante positivo que está a acontecer. Segunda e terça-feira, estamos concentrados noutra matéria, a discussão e conhecimento profundo de um programa que o PSD e o CDS apresentarão à Assembleia da República e que vamos discutir e ver o destino que vai ter", descreveu.

Para Heloísa Apolónia, "se todos os partidos tiverem a palavra - partidos que se comprometeram com a mudança -, é isso que há que promover nesta legislatura com este novo quadro parlamentar", ou seja, "romper com ciclo absolutamente dramático para o país", cujo tempo é de deixar de "andar arrastado no chão".

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