Vento impede rápido domínio das chamas

O comandante operacional do dispositivo de bombeiros que combate o incêndio em Mangualde disse à Lusa que "muito dificilmente" as chamas vão chegar a casas porque impedir que isso aconteça "é a absoluta prioridade" da estratégia do comando.

Henrique Pereira, comandante operacional no terreno, sublinhou que, num fogo descontrolado e com o vento forte que se faz sentir, "não se podem avançar garantias totais", mas afirmou que "muito dificilmente serão afetadas casas de habitação, porque os bombeiros dão prioridade total a essas situações".

"É verdade que num incêndio com estas dimensões há sempre casas na linha de fogo. Mas é também verdade que os bombeiros sabem isso e posicionam os meios no terreno para responder a essas situações e têm versatilidade para se deslocar para onde for necessário em função dessa prioridade", descreveu.

O vento forte permanece o maior inimigo dos bombeiros, ao qual se alia, como admitiu Henrique Pereira, "matas repletas de restos lenhosos do abate de árvores e sujas", situação para a qual, apontou, "os bombeiros não se cansam de chamar a atenção".

"Mas o que se pode fazer? Temos que lidar com a situação que temos pela frente e não perante uma hipótese", afirmou.

No combate a este incêndio, cujo foco de maior preocupação permanece na área de Fornos de Maceira Dão, estão mais de 250 bombeiros de dezenas de corporações do distrito e ainda 18 homens oriundos da força de apoio oriunda da Guarda, com 64 veículos e ainda dois meios aéreos.

A geografia por onde correm as chamas abrange dois concelhos, o de Viseu, onde teve início um incêndio na quarta-feira, zona de Fragosela, e Mangualde, onde está neste momento, tendo a deflagração de hoje, cerca das 14:00. ocorrido em Vila Garcia, no exato local onde os bombeiros, já de madrugada, tinham conseguido extinguir as chamas.

Esta frente de fogo juntou-se entretanto, a meio da tarde, a outra, cuja ignição teve lugar em Tibaldinho, perfazendo um único incêndio, que lavra até agora.

Nesta altura o comandante Henrique Pereira descreve o incêndio como "mais dócil" para os bombeiros, graças à redução das temperaturas, o que permite ter "uma abordagem positiva à evolução do fogo".

"Diria que é possível avançar com uma boa probabilidade de termos as coisas controladas nas próximas horas, embora o vento não esteja a facilitar a vida aos bombeiros", disse.

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