Utentes das SCUT apelam à desobediência

A comissão de utentes das autoestradas A23, A24 e A25 mostrou-se hoje descontente com a possibilidade da cobrança nas portagens ter início a 15 de Outubro e apelou à desobediência e ao protesto nas ruas.

O Jornal de Negócios noticia hoje que o Governo está a tentar que a introdução de portagens nas quatro SCUT (autoestradas sem custos para o utilizadores) que ainda não são pagas possam começar a sê-lo a 15 de Outubro, o mesmo dia em que no ano passado as três concessões do Norte iniciaram a cobrança.

Em declarações à Lusa, Zulmiro Almeida, da comissão de utentes da A23 (Guarda-Torres Novas), A24 (Viseu-Chaves) e A25 (Aveiro-Vilar Formoso) apelou mais uma vez à união e ao protesto dos portugueses, principalmente os que vão ser diretamente afetados pelas portagens, salientando que o "país está muito manso".

"Duvidamos que seja no dia 15 de Outubro, mas mesmo que avance, em nosso entender, temos duas vitórias porque disseram que seriam taxadas em Abril, depois em Setembro e na verdade isso não aconteceu", disse.

Zulmiro Almeida salientou que as pessoas do interior não podem ser esquecidas, não podem continuar a ser espezinhadas e castigadas como têm sido até agora.

"Na semana passada, tivemos uma reunião da comissão em Viseu e decidimos fazer um passeio de protesto em autocarro, seguido de camiões de Viseu até Aveiro pela Estrada Nacional para mostrar aos senhores do Governo, aos que estão no Terreiro do Paço, que têm de vir ao local para ver o que têm para nos oferecer em termos de alternativas", adiantou.

Zulmiro Almeida lembrou ainda que as estradas ditas alternativas não têm condições e são perigosas e, por outro lado, as SCUT foram pagas com dinheiro de fundos comunitários.

"Uma vez que surgiu esta nova notícia com nova data de início de cobrança nas SCUT vamos marcar uma reunião para decidir o que fazer a seguir", disse.

A cobrança de portagens será hoje discutida em Conselho de Ministros, que tem de aprovar o decreto-lei que determina os troços a portajar e as isenções e descontos a conceder.

O diploma terá depois de ser promulgado por Cavaco Silva e publicado em Diário da República.

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