Universidade de Lisboa e Técnica juntam-se numa só

O Conselho de Ministros aprovou hoje a fusão da Universidade de Lisboa e da Universidade Técnica de Lisboa, integrando o Estádio Universitário como serviço comum da nova instituição, mantendo o serviço que presta à comunidade académica e ao público.

Segundo o diploma hoje aprovado, a nova instituição será denominada Universidade de Lisboa, sendo dado "um importante passo na construção de uma nova universidade de investigação comprometida com o ensino e a inovação, centrada nas pessoas".

A nova universidade propõe-se privilegiar o mérito e alcançar "dimensão europeia", ser uma instituição "aberta ao mundo" e com um papel decisivo na projeção da língua e da cultura portuguesas.

A instituição terá o estatuto de pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia estatutária, pedagógica, científica, cultural, administrativa, financeira, patrimonial e disciplinar.

A decisão surge na sequência do protocolo assinado pelos reitores da clássica, António Sampaio da Nóvoa, e da Técnica, António Cruz Serra, e pelo Governo, em agosto.

No documento ficou determinado o projeto de fusão, promovido pelas próprias instituições de Ensino Superior.

Os estatutos serão aprovados até maio, bem como a eleição dos órgãos de governo da universidade, de acordo com o calendário divulgado na altura.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou na ocasião tratar-se de um processo em que as duas instituições não solicitam meios financeiros adicionais ao Estado e do qual resultará uma universidade nova, com um regime de autonomia reforçada.

A universidade pensada pelos reitores tem um orçamento de 300 milhões de euros, cerca de 46.000 alunos e 3.000 professores.

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