Unidade compensa falta de resposta do SNS

I-Qmed funciona há sete anos e é utilizada desde 2008 por duas câmaras algarvias para enviar doente oftalmológicos.

Em funcionamento há sete anos no rés-do-chão de um dos edifícios do Parque Empresarial de Lagoa, a clínica I-Qmed presta assistência com consultas, exames e tratamentos nas áreas da oftalmologia, otorrinolaringologia e na componente da beleza. Tem ainda consultas para crianças e adultos em psicologia clínica, além de serem efectuadas avaliações nesta área.

A falta de capacidade de resposta por parte do Serviço Nacional de Saúde na área da oftalmologia, levou as câmaras municipais de Vila Real de Santo António e de Castro Marim, a recorrerem, em 2008 e 2009, àquela clínica, "tal como a outras, no Algarve, apenas para consultas, não se tendo registado problemas", contaram ao DN. De Vila Real de Santo António, foram assistidos mais de uma dezena de pessoas na I-Qmed, viajando no autocarro camarário. Quanto a Castro Marim, pelo menos uma dúzia de pessoas foram tratadas na clínica, em 2009, para diagnóstico, num processo que envolveu várias instituições particulares de solidariedade social naquele concelho. E também ninguém se queixou.

O estabelecimento, ao qual recorrem muitos portugueses, mas sobretudo a comunidade estrangeira radicada no Algarve, encontra-se encerrado para obras de remodelação, como refere um papel afixado na porta, após ter dado entrada, em Janeiro de 2010, na Câmara Municipal de Lagoa um requerimento de "comunicação prévia" para os referidos trabalhos. O pedido foi "aceite, não sei se as obras foram executadas. As taxas ainda não foram pagas, embora tal possa ser feito durante o prazo de um ano", disse ao DN o presidente da Câmara. José Inácio Marques acrescenta que, ao abrigo da legislação em vigor, compete às entidades responsáveis pelo sector da saúde saberem o que está a ser feito naquele estabelecimento em termos de remodelação interior e qual a sua utilização.

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