Uma portuguesa entre as vítimas do atentado na Tunísia

Vítima tinha 76 anos, era de Vila Nova de Gaia e estava a passar férias sozinha pela primeira vez. Representante da embaixada portuguesa em Tunes está a acompanhar autópsia.

Uma mulher portuguesa morreu no ataque perpetrado na sexta-feira por um homem armado na estância turística de Sousse, na Tunísia, disse hoje à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

"A embaixada portuguesa em Tunes acabou de nos confirmar, infelizmente, que há uma cidadã nacional entre as pessoas que foram mortas ontem [sexta-feira] em Sousse", adiantou José Cesário. Segundo a SIC, trata-se de Maria da Glória Moreira, professora reformada de Vila Nova de Gaia, que estava a passar férias sozinha na Tunísia pela primeira vez após a morte do marido. Escolhera o destino porque se sentia bem no país, que frequentava regularmente em férias com o companheiro antes de enviuvar, disse o genro ao canal de televisão. A família estranhou quando não conseguiu contactar Maria da Glória após o ataque, tendo depois obtido a confirmação de que a portuguesa não tinha sobrevivido.

Um representante da embaixada portuguesa está, neste momento, a acompanhar a autópsia da vítima, acrescentou José Cesário.

Um responsável da estância turística de Sousse, Fernando Castillo, avançou à Lusa que a vítima, de 76 anos, era a única portuguesa hospedada no hotel Riu Imperial Marhaba na altura do ataque.

A vítima foi transportada para o Hospital Charles-Nicolle, em Tunes, na capital tunisina, acrescentou Fernando Castillo.

O ataque perpetrado por um homem armado contra o hotel Riu Imperial Marhaba, em Port El Kantaoui, na costa oriental, a 140 quilómetros a sul de Tunes, foi esta noite reivindicado nas redes sociais pelo grupo radical autoproclamado Estado Islâmico.

No início da madrugada de hoje, o primeiro-ministro tunisino, Habib Essid, disse em conferência de imprensa que a maioria das vítimas do atentado era britânica, sem precisar números.

No que diz respeito "às nacionalidades dos mortos (...), a maior parte é britânica. Depois há alemães, belgas e franceses", disse Essid em conferência de imprensa.

O primeiro-ministro tunisino baixou para 38 o número de vítimas do atentado, precisando que os 39 mortos anteriormente reportados pelo Ministério da Saúde incluíam o atirador, abatido pelas forças de segurança.

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