Uma perda enorme para os cristãos e para o país, diz Feytor Pinto

O padre Feytor Pinto classificou hoje a morte do patriarca emérito de Lisboa, José Policarpo, como "uma perda enorme", não só para os católicos, mas "para o país inteiro".

"Eu considero que é uma perda enorme, não apenas para os cristãos, para os católicos, é uma perda enorme para o país inteiro, mas é também uma grande perda para a Igreja", disse o sacerdote à agência Lusa.

Feytor Pinto sublinho que José Policarpo "era de facto um cardeal da Igreja, mesmo em Roma, tinha uma importância enorme nas suas opiniões, nas suas tomadas de posição, na riqueza que era o seu contributo para o bem maior, da Igreja e do mundo".

O patriarca emérito José Policarpo morreu hoje, aos 78 anos, na sequência de uma operação a um aneurisma na aorta, num hospital de Lisboa, onde deu entrada depois de se ter sentido mal hoje de manhã em Fátima, onde participava num retiro.

"Ligava-me a ele uma profunda amizade e também tive a grande graça de trabalhar com ele diretamente durante os últimos 14 ou 15 anos -- a nossa amizade vinha de muito longe, mas foi intensificada no trabalho comum", sublinhou o ex-coordenador nacional da Pastoral da Saúde da Igreja Católica.

O padre Feytor Pinto vincou que "a surpresa com a perda do senhor D. José Policarpo foi imensa, porque continuava a ser uma referência para muitos e o seu pensamento e a sua maneira de conversar", quando havia "oportunidade de estar em trabalho com ele -- mesmo agora, em circunstâncias múltiplas -, era sempre uma riqueza enorme".

"[Uma riqueza] que nós recebíamos, do seu pensamento, da sua preocupação de apoiar uma Igreja voltada para o mundo, para que, de facto, pudesse haver, através dos grandes valores que a Igreja contém, uma grande transformação da humanidade -- e transformação para melhor", frisou Vítor Feytor Pinto.

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