UGT recorre à PGR para saber quem violou o seu site

A UGT vai recorrer à Procuradoria Geral da República para saber quem violou hoje o seu site e vai dar conta à Comissão Parlamentar de Ética de afirmações que o deputado comunista Miguel Tiago fez contra a UGT no seu Facebook.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, divulgou em conferência de imprensa que alguém violou o site da central sindical, colocando nele um pequeno excerto de uma entrevista, dada antes de ter assumido a liderança da UGT, em que o sindicalista dizia que o salário continuaria a ser pago pela sua entidade patronal.

"Vamos recorrer à Procuradoria Geral da República e à justiça para tentar saber quem violou o site da UGT", disse Carlos Silva, considerando tratar-se de um ataque à UGT e ao seu secretário-geral.

Quem invadiu o site da UGT colocou nele, além de uma pequena parte da entrevista, uma frase alusiva às relações de obediência existentes na mafia.

O secretário-geral da UGT aproveitou o encontro com os jornalistas para dizer que a central sindical também tomou conhecimento que o deputado do PCP Miguel Tiago declarou no seu Facebook que "a UGT será sempre impulsionada por aqueles a quem serve".

Carlos Silva repudiou a afirmação do deputado, que considerou criminosa, e acusou Miguel Tiago de "intolerância sindical".

Embora considere tratar-se de uma posição individual de Miguel Tiago, a UGT defende que este tem responsabilidades permanentes enquanto deputado e, por isso, vai dar conhecimento da situação à Comissão Parlamentar de Ética.

"A UGT a única coisa que faz é servir os trabalhadores e os pensionistas", afirmou Carlos Silva.

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