UGT não prevê formas de luta apesar da contestação

O secretário-geral da UGT admitiu que a contestação social vai aumentar em consequência dos sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses, mas assegurou que a central sindical não irá discutir formas de luta a breve prazo.

"Temos a noção que vão ser exigidos mais sacrifícios aos portugueses e que isso levará ao aumento da contestação, pois os trabalhadores não podem continuar a aceitar o aumento das desigualdades e a retirada de direitos", disse João Proença em entrevista à agência Lusa.

Para o sindicalista, "a conflitualidade social é indesejável mas pode ser inevitável".

Proença considerou que o aumento da conflitualidade laboral e social depende de vários factores que o podem travar ou inventivar. "Existe um grande sentimento de insegurança quanto ao futuro e isso pode travar o aumento da contestação, mas, ao mesmo tempo, está a aumentar a consciência das injustiças sociais e de que os sacrifícios só são para alguns, o que pode aumentar a conflitualidade", disse.

A UGT tem a primeira reunião do seu secretariado nacional, após férias, na quinta-feira mas, segundo Proença não vão estar em discussão forma de luta para breve, ainda que a CGTP tenha agendado para 1 de Outubro manifestações em Lisboa e Porto.

"Para já não vamos discutir a realização de greves ou manifestações", afirmou o sindicalista, lembrando que a UGT irá participar numa manifestação europeia contra as medidas de austeridade, convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos para 17 de Setembro, na Polónia.

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