Tribunal notou constrangimento nas 23 testemunhas

O tribunal notou constrangimento e pressão nas 23 testemunhas ouvidas, a maior parte militares da GNR em funções na Escola, que elogiaram o coronel e criticaram o tenente denuciante. Aqui ficam alguns exemplos:

"Esta testemunha prestou um depoimento pouco credível. Demosntrou que modela a sua atuação conforme lhe interessa a estabilidade na carreira", escreve o coletivo sobre o sargento-ajudante Eurico Rodrigues, ex-chefe de Contabilidade, que não se lembrava da maior parte das situações alvo da investigação.

"Desconhecia procedimentos e desconhecia mesmo a razão por que se adotava certos procedimentos. (...) Nota-se o desconforto causado pela atuação da anterior testemunha, que veio desequilibrar o seu modo de vida", sobre o cabo Carlos Alves.

" O depoimento desta testemunha revela como os subordinados eram colocados à margem das decisões", sobre o sargento Carlos Guerra.

"O que causa estranheza a este tribunal é o facto de esta testemunha não retirar outras conclusões da diferença de preços, para um produto igual. Nota-se no depoimento um sentimento de solidariedade para o colega de profissão e de posto", sobre o tenente coronel João Nortadas.

"Esta testemunha prestou um depoimento claramente constrangido, sendo notório que não apreciou a ação fiscalizadora do tenente Coelho", sobre a major Idalina Bispo, que antecedeu o Carlos Coelho na Contabilidade.

"Punha as mãos no fogo por ele (tenente coronel Manuel Pinheiro), não pode ter roubado nada", coronel Chartier Martins

"Não acredito (que o arguido) tivesse cometido algum crime;era um oficial de caráter dos melhores", coronel Arménio Pedroso, na altura dos acontecimentos chefe de gabinete do ex-comandante-geral Mourato Nunes.

"O tenente Coelho achou tudo mal, o que é estranho no mínimo", major Idalina Bispo

"(O arguido) é um óptimo profissional e um exemplo a seguir.", coronel João Carvalho

"(O arguido) é bom profissional e leal", Coronel Maia Loureiro

"É uma pessoa muito inteligente mas também muito problemática", tenente coronel Paulo Santos, sobre Carlos Coelho.

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