Tribunal foi ao local onde Rui foi visto a última vez

O tribunal de Lousada observou o local onde várias crianças terão visto, há 13 anos, Rui Pedro entrar para a viatura que se suspeita ser do alegado raptor que está a ser julgado nesta localidade.

Nesta diligência, o coletivo, acompanhado pela magistrada do Ministério Público (PM) e pelos advogados de defesa e da família, questionou, na Escola Preparatória de Lousada, uma das testemunhas que à data dos factos em julgamento frequentava o estabelecimento onde estudava Rui Pedro. Daniel Costa, uma das cinco testemunhas que disseram no processo terem visto Rui Pedro com o arguido no dia do desaparecimento - 08 de março de 1998 - reafirmou hoje, na visita à escola, o que afirmara antes na sala de audiências.

A testemunha, hoje com 24 anos, falava no local onde, no dia do desaparecimento, viu Rui Pedro. Daniel Costa disse que, com outros colegas, jogava à bola num recinto da escola e que dali avistou Rui Pedro, andando de bicicleta, num terreno exterior à vedação da escola. A testemunha garantiu ao tribunal que Rui Pedro foi visto junto a um carro preto, pequeno, num caminho de terra num local hoje ocupado por um edifício de apartamentos a algumas dezenas de metros da vedação da escola. Tal como outros ex-colegas haviam dito nesta quarta-feira em audiência, a testemunha disse que viu Rui Pedro entrar no automóvel cujo condutor a acusação acredita ter sido Afonso Dias, único arguido neste processo.

A atual diretora do estabelecimento de ensino, que à data dos factos já era docente, confirmou ao tribunal que naquele local, outrora uma estufa, os alunos costumavam jogar à bola, apesar de não ser um espaço apropriado para o efeito. No entanto, não ficou claro se do local da diligência era possível observar o ponto exato onde terá sido encontrada a bicicleta alegadamente pertencente a Rui Pedro. No final, os advogados da família e da defesa consideraram útil esta diligência, porque permitiu ao tribunal uma melhor perceção do local onde terão ocorrido factos que constam abundantemente do processo.

Esta diligência, requerida pelos assitentes, foi admitida pelo tribunal porque a testemunha vai partir no sábado para França, onde reside e trabalha. O início da sessão desta terceira sessão de julgamento ficou marcado pelo facto de a mulher do arguido, seguindo uma indicação da defesa, se ter recusado a prestar declarações, um direito previsto para as testemunhas familiares de arguidos. O julgamento recomeça na sexta-feira com a audição de mais algumas testemunhas arroladas pela acusação. O arguido só estará presente na parte da manhã, porque à tarde vai submeter-se a uma perícia em Penafiel, requerida pela defesa, para determinar as suas condições psíquicas atuais.

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