Tribunal de Aveiro julga caso de médica burlada na compra de Porsche

O dono de um stand de automóveis em Ovar e a mãe estão acusados por um crime de burla qualificada a uma mulher a quem supostamente venderam um Porsche Panamera de 89 mil euros.

O Tribunal de Aveiro está a julgar o dono de um stand de automóveis em Ovar e a mãe do comerciante, ambos suspeitos de terem burlado uma mulher, com a venda de um Porsche, que nunca chegaram a entregar.

Os dois arguidos estão acusados por um crime de burla qualificada.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), os factos remontam a novembro de 2011, quando a vítima, uma médica da Póvoa do Varzim, contactou o arguido para comprar uma viatura topo de gama.

O empresário, de 43 anos, terá então sugerido a compra de um Porsche Panamera, que se encontrava na Alemanha, pelo preço de 89 mil euros.

Na altura, o arguido forneceu ainda informação detalhada acerca da viatura e fotografias da mesma, assegurando que o carro era praticamente novo e tinha apenas percorrido cerca de seis mil quilómetros.

Poucos dias depois do primeiro contacto, a vítima assinou um contrato de compra e venda com o arguido, entregando-lhe um cheque de 65 mil euros, que foi depositado numa conta bancária de uma outra empresa ligada ao comércio automóvel, gerida pela mãe do arguido.

A mulher ficou ainda de pagar mais oito mil euros e dois carros por retoma, com a entrega do Porsche, que deveria ocorrer até ao dia 25 de janeiro de 2012.

Perante a demora na entrega da viatura, o MP diz que a ofendida pediu satisfações ao arguido que se justificou apresentando diversas razões, desde o atraso no transporte do veículo ou no processo de legalização em Portugal, a ausências no estrangeiro, doenças familiares e acidentes de viação.

No entanto, de acordo com os investigadores, o arguido nunca chegou a importar qualquer viatura para entregar à ofendida, nem sequer entrou em contacto com o concessionário alemão, que veio a vender a viatura contratada a uma empresa espanhola.

O MP não tem dúvidas de que o negócio "foi todo encenado" pelo arguido para que a médica lhe entregasse os 65 mil euros, ficando aquela sem o dinheiro e sem receber a viatura contratada ou outra.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG