Tribunal da Lourinhã inicia julgamento de incendiário

O Tribunal da Lourinhã começa hoje a julgar um homem que, desde agosto, está em prisão preventiva a aguardar julgamento por ter sido o alegado autor de dois incêndios florestais no concelho.

A 07 de agosto, o arguido ateou fogo a um campo com restolho de meio metro de altura, ao lado da sua casa, tendo as chamas alastrado ao seu quintal, onde existiam duas botijas de gás, descreve o despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso.

O fogo destruiu um hectare de floresta.

Quatro dias depois, também perto da sua habitação, largou fogo a outro terreno junto à habitação e a um armazém, onde estavam guardados animais, máquinas e produtos agrícolas.

"Após ter-se certificado que os arbustos se encontravam a arder, o arguido abandonou o local".

Ambos os incêndios, ocorridos numa zona habitacional da freguesia de Miragaia, foram combatidos pelos bombeiros da Lourinhã.

De acordo com o MP, o homem, desempregado, "estava ciente que o fogo podia atingir árvores e habitações".

O arguido, que está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa, vem acusado de dois crimes de incêndio florestal, punível pelo Processo Penal com pena de um a oito anos de prisão.

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