Três médicos e um farmacêutico em prisão preventiva

Arguidos são suspeitos de burla qualificada ao Sistema Nacional de Saúde, associação criminosa e falsificação agravada.

Outros três arguidos ficaram suspensos de funções, com proibição de contactos e apresentações às autoridades.

Os quatro arguidos que ficaram em prisão preventiva são os médicos José Vieira Miranda e Gil Araújo, o delegado de informação médica Luís Vaz Pimentel e o farmacêutico Paulo Diogo, que ficam ainda proibidos de falar ou contactar com os demais arguidos.

Quanto aos restantes arguidos, o farmacêutico Eduardo Martins ficou suspenso de funções e ainda sujeito a apresentações diárias à PSP, proibição de contactos com os demais arguidos e proibição de se ausentar para o estrangeito.

A médica e arguida Julieta Octávio ficou sujeita a apresentações bi-semanais à PSP, proibição de contactos com os demais arguidos e de se ausentar para o estrangeiro. Ficou ainda suspensa de funções.

O empresário Cesário Costa, ligado à armazenagem de medicamentos, ficou sujeito a apresentações semanais à PSP, proibição de contactos com os demais arguidos e de se ausentar para o estrangeiro.

Estas sete pessoas ligadas à atividade médica, farmacêutica e de distribuição de medicamentos foram detidas na terça-feira, no âmbito de uma investigação a fraudes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que envolveu a realização de 24 buscas.

Segundo a PJ, os suspeitos, com idades entre os 30 e 60 anos, foram detidos durante a operação "Prescrição de Risco", considerada de "grande envergadura" e destinada a apurar factos suscetíveis de configurar crimes de falsificação de documento, burla qualificada, corrupção e de associação criminosa.

A operação foi efetuada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estrutura do Ministério Público responsável pela investigação da criminalidade económico-financeira mais grave, organizada e complexa.

O interrogatório judicial dos arguidos decorreu no TCIC, no Campus de justiça, Lisboa, durante todo o dia de quinta-feira.

Recorde-se que na quarta-feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, revelou que o número de casos reportados sobre fraudes no SNS é já superior a 130 milhões de euros.

"Nós transmitimos um valor de casos reportados superior a 130 milhões de euros e os casos continuam a crescer em termos do seu reporte às autoridades. O valor será com certeza maior e, sobretudo, tendo em atenção que o Ministério Público recentemente divulgou um conjunto de casos que estão em investigação e ainda não foram concluídos", disse Paulo Macedo.

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