Todas as comissões de menores vão ter profissionais de saúde

Todas as comissões de proteção de crianças e jovens em risco (CPCJR) passaram a ter um profissional de saúde, anunciou o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.

Sobre as situações de fome e maus tratos a crianças que têm sido registadas nos hospitais como reflexo da crise, o governante afirmou que o Ministério da Saúde está atento e tem trabalhado, juntamente com a Solidariedade e Segurança Social, na identificação de casos.

"Temos um conjunto de ferramentas que permitem acompanhar situações de fome, de maus tratos e de violência doméstica, que são claros resultados de outros determinantes de saúde dos quais o mais importante é a pobreza", declarou, em entrevista à agência Lusa.

Para trabalhar na identificação destes casos, o Governo colocou em todas as CPCJR um profissional de saúde, já que muitas delas não tinham, segundo Leal da Costa, respondendo a uma reivindicação do presidente da Comissão Nacional de Proteção de Menores.

Já em conjunto com o Ministério da Educação está a ser desenvolvido um programa para ensinar as famílias a procurarem os alimentos mais económicos e que se adequam melhor às necessidades das crianças.

Leal da Costa disse estar consciente de que as desigualdades sociais podem comprometer os indicadores de saúde, embora defenda que o Governo tem estado a combater as desigualdades de acesso à saúde.

Relativamente aos números de 2012, o governante disse não haver nenhum indicador agudo da perturbação do estado de saúde dos portugueses, mas assume que é necessário um "cuidado redobrado" para "não se reduzirem os indicadores de qualidade".

Por isso, o Ministério da Saúde está a construir indicadores para acompanhar a evolução do estado de saúde da população que serão periodicamente divulgados publicamente.

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