Temos reserva de sangue para acudir a eventual catástrofe

O Instituto Português de Sangue (IPS) dispõe de uma reserva estratégica nacional que permite acudir a uma eventual catástrofe, disse à Lusa o presidente do IPS, que não recebeu qualquer alerta sobre a bactéria E.coli.

"O país tem uma reserva estratégica que garante as necessidades numa eventual situação de catástrofe", disse apenas o presidente do IPS, Álvaro Beleza, quando questionado sobre o apelo das autoridades de saúde alemãs para que a população dê sangue, na sequência do surto da infecção pela bactéria E.coli.

Portugal não tem qualquer problema de falta de sangue, mas vai promover uma campanha no verão porque precisa investir na renovação dos dadores. Actualmente, os stocks de sangue garantem as necessidades durante uma semana a dez dias, mas é preciso "estar sempre em campanhas de sensibilização" para que nada falhe, disse o responsável.

A Alemanha - o país mais afectado pelas infecções com a bactéria E.coli, com 29 vítimas mortais, tem registado centenas de novos casos nos últimos dias. A maioria dos casos surge no Norte do país.

Para precaver o risco de vir a aumentar o número de casos de infeção, as autoridades alemãs fizeram apelos para que os cidadãos façam doações de sangue, já que os médicos receiam o fim das reservas dos bancos de sangue do país.

A necessidade de reservas de sangue surge porque, nos doentes infectados com maior gravidade, os médicos precisam de realizar transfusões de sangue.

O surto foi provocado por uma bactéria que resulta do cruzamento de duas estirpes diferentes da E.coli já conhecidas, misturando características das duas.

A origem do surto infeccioso, que já matou 30 pessoas, continua desconhecida, depois de ter sido inicialmente associada a pepinos espanhóis e, mais tarde, a rebentos de soja, o que foi posteriormente desmentido.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG