Taxa turística que não exclui portugueses é "trapalhada" e "ataque" ao setor

Oposição votou unida contra envio para debate público de proposta da maioria socialista. Sugestões podem ser dadas até dia 3.

Uma "trapalhada" que constitui um "ataque ao setor" e que vai "penalizar" todos os portugueses que não residindo em Lisboa cheguem à capital de barco ou de avião e durmam nas suas unidades hoteleiras.

É esta, em síntese, a posição da oposição na Câmara Municipal de Lisboa (CML), que ontem votou em bloco contra o envio para debate público da taxa municipal turística anunciada na semana passada. Uma união da esquerda à direita que não impediu que a proposta fosse aprovada pela maioria socialista liderada por António Costa. "Não existem modelos perfeitos, mas por isso é que estamos a enviá-la para discussão pública, para podermos aperfeiçoá-la", frisou depois, aos jornalistas, o vice-presidente Fernando Medina. As sugestões podem ser entregues até dia 3.

Numa tarde em que se sucederam, após a conclusão da reunião privada do executivo, as conferências de imprensa dos vereadores de PCP, CDS-PP e PSD, a oposição uniu-se na contestação à criação de taxas de um euro sobre dormidas e chegadas ao aeroporto e ao porto que visam, através do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, financiar os futuros projetos para a área, de que são exemplo a continuação da requalificação da frente ribeirinha e a construção de um novo centro de congressos. O mecanismo estará também em debate público no mesmo período.

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