TAP confirma "ordens superiores" para embarcar sírios

O presidente da TAP confirma que houve pressão política para que o avião da companhia descolasse esta semana com refugiados da Síria. O responsável da TAP diz que a situação foi "muito grave" e defende que para reabrir a rota de haver garantia por parte das autoridades locais de que episódios como este não voltam a acontecer.

"O aeroporto tem de oferecer uma condição de conforto para a empresa. Nós não podemos ser obrigados a embarcar pessoas que claramente têm problemas de passaporte, de nacionalidade", afirmou o presidente à margem da conferência da Star Alliance que reuniu os presidentes das 27 companhias aéreas que compõem esta aliança.

No voo que chegou a Lisboa na madrugada de 10 de dezembro, a companhia aérea confirma que sofreu pressão para deixar embarcar alguns refugiados provenientes da Síria e que detinham passaportes falsos ou pertencentes a outra pessoa. "Vieram ordens superiores para embarcar se não o avião ficaria retido", explicou Fernando Pinto.

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