Tânia nunca pensou que Pedro reaparecesse na sua vida

(COM VÍDEO) Jovens tiveram "uma paixoneta" na adolescência, mas só mais tarde começaram a namorar. Têm um filho com quase um ano

Tânia Vasco e Pedro Santos, primeiro vizinhos e mais tarde colegas de escola, até tiveram "uma paixoneta" na adolescência, mas foi só há dois anos e meio, quando ele era já militar da Armada e ela guarda-freio na Carris, que começaram a namorar. "Não pensei que ele voltasse a aparecer", conta a lisboeta de 28 anos, ao lembrar o momento em que reencontrou o jovem que estivera embarcado vários anos. Foi há mais de dois anos e meio e, desde então, que "nunca mais" se separaram.

Hoje, o casal residente em Alfama tem um filho com quase um ano, que, por ser tão pequeno, não pode estar no enlace que será celebrado pelo civil. "Tenho pena, mas a cavalo dado não se olha o dente", sublinha Tânia, salientando que não acredita que o casamento seja "menos abençoado" por Santo António por não se realizar na igreja.

Vai ser a concretização de um sonho que tem desde menina. "Sempre disse que só me casava se fosse noiva de Santo António", garante. "A gente já gostava muito do evento", corrobora o noivo, de 29 anos. Alfacinhas de gema e antigos marchantes, têm sido cumprimentados por vizinhos e amigos que souberam da boda pela comunicação social. No trabalho de Tânia, os colegas chamam-lhe, de quando em vez e amistosamente, "noiva". Agora, a menos de um mês da data marcada, esperam ansiosamente pelo dia da boda... e não só.

"Espero que, daqui a 50 anos, estejamos juntos para receber a outra aliança", confessa a guarda-freio, numa referência à tradicional renovação dos votos dos casais "de ouro". As palavras fazem a face de Pedro iluminar-se.

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