Swaps. Centeno não sabe se empresas têm provisões para pagar ao Santander

Ministro das Finanças diz que revelará "no momento certo" se as empresas de transportes conseguem custear a decisão judicial. João Galamba aponta o dedo ao "erro" de Maria Luís Albuquerque

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou esta sexta-feira que não está em condições de adiantar se as empresas públicas de transportes conseguirão pagar ao Santander Totta, depois de o Estado português ter sido condenado pelo Commercial Court de Londres a pagar 1,8 mil milhões de euros ao banco espanhol no âmbito do processo por quebra unilateral dos nove contratos swap celebrados entre 2005 e 2007.

O governante falava no Parlamento, numa audição conjunta da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e da Comissão de Trabalho e Segurança Social sobre o Orçamento do Estado e, frisando não conhecer a sentença, afirmou: "Veremos se foram ou não constituídas provisões. Irei revelar no momento certo."

"É um problema que temos de resolver", como "tivemos de resolver muitos problemas que herdámos", prosseguiu Centeno. Dirigindo-se às bancadas do PSD e do CDS - na pessoa do deputado centrista João Almeida - o ministro ainda notou que "foram os senhores que geriram as provisões" que as empresas subscritoras dos swaps teriam de constituir para pagar o processo judicial.

PS critica "erro" de Maria Luís que "o país vai pagar caro"

Já o porta-voz do PS, João Galamba, falou da decisão conhecida esta sexta-feira e que envolve o Metropolitano de Lisboa, a Carris, o Metro do Porto e a STCP para apontar o dedo ao "erro" que considera ter sido cometido pela anterior ministra das Finanças e ex-secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, isto é, "ter prescindido" de recorrer à justiça portuguesa e ter optado pelo tribunal "conhecido como o mais leonino na defesa dos investidores e das instituições financeiras".

O deputado socialista notou ainda que em 2012 "os prejuízos potenciais eram francamente inferiores" aos valores que o Estado agora terá de suportar, vincando de novo estar em causa "um erro que o país vai pagar caro".

Questionado pelos jornalistas sobre se será necessário que o Governo avance com um Orçamento do Estado Retificativo, Galamba remeteu para o ministro das Finanças esse esclarecimento.

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