Surto de tuberculose ataca instituições de apoio social em São Miguel

Doença propaga-se em instituições que dão apoio a pessoas sem-abrigo e deportados. A bactéria já foi detetada em onze pessoas.

A Associação Novo Dia e a Cáritas da Ilha de São Miguel, que trabalham em parceria no apoio a públicos vulneráveis como pessoas sem abrigo e deportados, estão a braços com um surto de tuberculose que se alastra entre utentes e funcionários de ambas as instituições.

Atualmente, na Associação Novo Dia 9 pessoas, já atingidas pela bactéria (Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de koch), foram diagnosticadas com tuberculose latente e estão a fazer tratamento preventivo para impedir o seu desenvolvimento; enquanto na Cáritas de São Miguel foi identificada uma situação latente e outra ativa da doença infecciosa.

O problema começou em maio passado quando surgiu uma pessoa com tuberculose ativa - que acabou por falecer pouco tempo depois com outras complicações de saúde associadas - entre os residentes acolhidos na valência CATE - Centro de Acolhimento Temporário de Emergência da Novo Dia. Desde então, o Serviço de Tratamento de Doenças Respiratórias (STDR) de Ponta Delgada tem colaborado com as instituições na realização de testes de despiste a utentes e funcionários que estiveram em contacto direto com aquela situação.

Os resultados chegaram em agosto e deram a conhecer que, entre utentes e funcionários, a associação não tem ninguém com tuberculose ativa, mas tem 9 pessoas com tuberculose latente que estão a fazer tratamento preventivo, outras tantas a serem analisadas e cerca de 20 que foram declaradas como não portadoras da doença.

O coordenador da Novo Dia disse não haver até ao momento ninguém com a doença em fase ativa e de contágio, mas também não excluiu a possibilidade de ainda vir a aparecer "algum caso", até porque a instituição particular de solidariedade social tem 9 pessoas sob observação.

Paulo Fontes adianta que já foram adotadas medidas, como por exemplo ao nível da higiene e arejamento de instalações, para fazer face ao problema, mas também faz um apelo ao Serviço Regional de Saúde para agilizar a sua resposta no sentido de uma mais rápida deteção dos casos. "Estamos a pressionar o Centro de Saúde (de Ponta Delgada) para que os testes e o despiste sejam mais rápidos para também se fazerem os tratamentos mais rapidamente, ou para termos um protocolo em que, quando houver casos suspeitos na admissão de utentes, seja rapidíssimo o diagnóstico", reforça o sociólogo.

A associação acolhe pessoas da rua que se encontram, por vezes, num estado muito debilitado, apresentando deste modo um "maior risco de contraírem a doença ou de a terem latente". A associação considera que a situação é "muito preocupante", razão pela qual está a ter cuidados redobrados no acolhimento de novos utentes que apresentem sintomas suspeitos.

Paulo Fontes entende que a maior incidência da tuberculose deve-se, em boa parte, às dificuldades decorrentes da crise económica, alertando que a propagação da doença "deve preocupar as autoridades regionais". Normalmente, refere, "estas situações surgem quando aumenta a precariedade e as más condições de vida", lembrando que "estamos numa época de crise no país e numa região pobre onde há cada vez mais gente pobre (...)".

Por seu lado, que que toca às duas situações (uma ativa e outra latente) detetadas na Cáritas de São Miguel, um comunicado da instituição torna claro que ambas "receberam todo o acompanhamento e terapêutica necessária". "Na sequência do aparecimento de um caso de tuberculose ativa entre os residentes acolhidos na valência CATE da Associação Novo Dia, foram desenvolvidos um conjunto de procedimentos considerados adequados, designadamente os testes de despiste e respetivas consultas médicas, em parceria com o Serviço Regional de Saúde, especificamente com o STDR de Ponta Delgada", reafirma. E, após ter sido diagnosticado o primeiro caso de tuberculose ativa, "foram e continuam a ser realizados testes de despiste a todos os utentes que estiveram em contacto direto" com a pessoa em questão.

De qualquer maneira, em parceria com a Novo Dia, a Cáritas garante que continua a fazer acolhimento de transição.

Ao que o DN apurou, existem funcionários preocupados com a sua saúde e pelo facto de nem todas as pessoas acolhidas se estarem a sujeitar aos necessários cuidados de saúde.

s a pressionar o Centro de Saúde (de Ponta Delgada) para que os testes e o despiste sejam mais rápidos para também se fazerem os tratamentos mais rapidamente, ou para termos um protocolo em que, quando houver casos suspeitos na admissão de utentes, seja rapidíssimo o diagnóstico", reforça o sociólogo.

A associação acolhe pessoas da rua que se encontram, por vezes, num estado muito debilitado, apresentando deste modo um "maior risco de contraírem a doença ou de a terem latente". A associação considera que a situação é "muito preocupante", razão pela qual está a ter cuidados redobrados no acolhimento de novos utentes que apresentem sintomas suspeitos.

Paulo Fontes entende que a maior incidência da tuberculose deve-se, em boa parte, às dificuldades decorrentes da crise económica, alertando que a propagação da doença "deve preocupar as autoridades regionais". Normalmente, refere, "estas situações surgem quando aumenta a precariedade e as más condições de vida", lembrando que "estamos numa época de crise no país e numa região pobre onde há cada vez mais gente pobre (...)".

Por seu lado, que que toca às duas situações (uma ativa e outra latente) detetadas na Cáritas de São Miguel, um comunicado da instituição torna claro que ambas "receberam todo o acompanhamento e terapêutica necessária". "Na sequência do aparecimento de um caso de tuberculose ativa entre os residentes acolhidos na valência CATE da Associação Novo Dia, foram desenvolvidos um conjunto de procedimentos considerados adequados, designadamente os testes de despiste e respetivas consultas médicas, em parceria com o Serviço Regional de Saúde, especificamente com o STDR de Ponta Delgada", reafirma. E, após ter sido diagnosticado o primeiro caso de tuberculose ativa, "foram e continuam a ser realizados testes de despiste a todos os utentes que estiveram em contacto direto" com a pessoa em questão.

De qualquer maneira, em parceria com a Novo Dia, a Cáritas garante que continua a fazer acolhimento de transição.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado "bacilo de Koch". É uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges. Tosse crónica, febre, dores no tórax, perda de peso, lenta e progressiva, falta de apetite e apatia estão entre os sintomas mais relevantes.

Morrem mais pessoas de tuberculose, em todo o mundo, do que de qualquer outra doença infecciosa durável. A tuberculose mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano (98 por cento das quais em países em desenvolvimento), sendo que um terço da população mundial encontra-se infetado pelo bacilo da tuberculose.

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