Surpresa que pulverizou falta de coragem para casar

Gémea de Vera inscreveu o casal nos Casamentos sem que este soubesse. Colchão que rebentou assinalou início do namoro.

"Estragou-se o colchão, não se estragou a relação." É entre risos que Vera Pacheco recorda o momento em que começou a namorar com Rúben Afonso, há quatro anos, quando passavam férias no Algarve. "O colchão da piscina rebentou", conta o comercial imobiliário que, até rumar a sul com um grupo de amigos que tinham em comum, conhecia a jovem somente de vista. A relação dura deste então, mas foi preciso um incentivo para que decidissem unir-se pela Igreja.

"Foi a irmã gémea da Vera que nos inscreveu", revela, bem disposto e ciente de que, se não fosse a surpresa da cunhada, o casamento poderia ainda ser uma miragem. "Nós já tínhamos falado em casar, mas, se calhar, não tínhamos essa coragem", reconhece a administrativa de 29 anos, sem esconder o contentamento por poder participar numa tradição que sempre seguiu... na companhia da família.

"A minha mãe chorou quando lhe contei. Para ela foi espetacular: conseguiu realizar o sonho das gémeas", recorda a residente em Santa Maria dos Olivais. Bem mais comedida foi a reação dos familiares do jovem de 27 anos: "Ninguém estava à espera", justifica Rúben.

Agora, sonham com a boda, no dia 12. "Um casamento já é um momento bonito. Pelo Casamentos de Santo António é ainda mais emocionante", compara Rúben, quase indiferente ao cansaço que sabe que irá sentir. "Já tínhamos o costume de ir aos Santos [Populares]", assegura a noiva.

Depois, é tempo de pôr em prática os planos que desfiam sem hesitar: "Viver juntos e ter um filho." E, admite Vera com um sorriso malandro, quem sabe surpreender a gémea de com uma união sob a bênção de Santo António.

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