VMER inoperacional devido a doença de profissional

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo justificou hoje a inoperacionalidade da viatura de emergência de Évora, no domingo à noite, quando ocorreu um acidente com dois mortos, com "motivos de doença de um profissional escalado".

Em comunicado enviado à agência Lusa, os serviços regionais do Ministério da Saúde asseguram, contudo, que "o socorro foi efetivamente prestado" e que, apesar da inoperacionalidade da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do hospital de Évora, "foram enviadas para o local ambulâncias dos bombeiros".

O despiste de um automóvel, ocorrido no domingo, às 21:25, na Estrada Municipal 514, entre Reguengos de Monsaraz e Telheiro, junto ao cruzamento para a aldeia de Motrinos, provocou a morte de dois homens de 46 e 52 anos.

O gabinete de comunicação do hospital de Évora confirmou hoje à Lusa que a VMER estava inoperacional na altura do acidente, no domingo à noite, por "falta de recursos humanos".

Contactada hoje pela Lusa, fonte oficial do INEM recusou fazer comentários sobre o assunto.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou que as vítimas ainda foram transportadas com vida para o hospital, mas acabaram por morrer na unidade hospitalar.

No comunicado, a ARS refere que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) recebeu às 21:25, um pedido de socorro para uma viatura capotada, "não sendo conhecido o número de vítimas", e que "foi efetuada a triagem da situação por parte da operadora, com os dados disponíveis, tendo resultado o acionamento de ambulâncias" dos Bombeiros Voluntários de Reguengos de Monsaraz.

"Às 22:08", segundo a ARS, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora "informou o CODU do INEM de que haveria necessidade de apoio diferenciado no local da ocorrência".

Contudo, refere a ARS, "o CODU havia recebido uma chamada da VMER de Évora às 20:36, dando conta da sua inoperacionalidade a partir desse momento, por motivos de doença de um profissional escalado, não tendo sido possível a sua substituição".

Atendendo a que a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Estremoz se encontrava a 45 minutos do local, "foi recomendado que os bombeiros se dirigissem para o hospital, que estava a 30 minutos do local".

A ARS justifica ainda que "o acionamento de qualquer outro meio diferenciado para o local (fossem as VMER de Portalegre ou de Beja ou o helicóptero do INEM de Beja ou Loures) faria com que qualquer um desses meios chegasse ao local em tempo claramente superior ao do transporte das vítimas ao hospital de Évora".

"O socorro foi efetivamente prestado. Apesar da inoperacionalidade da VMER do hospital de Évora, foram enviadas para o local ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Reguengos imediatamente após a triagem inicial efetuada", asseguram os serviços regionais do Ministério da Saúde.

A VMER ficou "operacional" às 08:00 de hoje, refere o comunicado.

A ARS afirma ainda que a taxa de operacionalidade da VMER de Évora "tem estado, desde o início do ano, assegurada acima dos 90 por cento".

No acidente perto de Reguengos de Monsaraz, as operações de socorro mobilizaram 12 bombeiros da corporação local, apoiados por quatro veículos, além da GNR.

Há pouco mais de três meses, no dia 25 de dezembro de 2013, a VMER de Évora também estava inoperacional quando um acidente na Estrada Nacional (EN) 114, entre Évora e Montemor-o-Novo, que envolveu dois automóveis e um cavalo, provocou quatro mortos e quatro feridos graves.

Neste caso, a VMER de Évora estava inoperacional, mas foi acionada a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Estremoz.

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