Trabalhadores do Arsenal do Alfeite sem trabalho

O último navio da Marinha saiu há cinco meses dos estaleiros. Trabalhadores ocupam tempo a trocar pregos ferrugentos ou a fazer pequenas reparações em barcos civis. Teme-se despedimentos.

Os Estaleiros Navais do Alfeite contam com 600 trabalhadores. Porém, pouco ou nada têm para fazer. Segundo a TSF, o último navio da Marinha a sair dos estaleiros foi há cinco meses. Desde então os trabalhadores fazem manutenção nas oficinas ou pequenos arranjos em barcos civis.

"Invento trabalho. Ando às vezes nas oficinas e só vejo o sol encostado às bancadas, porque não há trabalho. Psicologicamente, é bastante traumatizante estar aqui oito horas a não fazer aquilo que devia dar lucro ao país e ao Arsenal do Alfeite», referiu à TSF Mário Matos, um dos trabalhadores.

O sindicalista Rogério Caeiro diz que a situação é "confrangedora" porque existem 600 trabalhadores "que se apresentam todos dos dias no seu local de trabalho a fim de desempenhar a sua profissão, um direito que lhes é negado". Salienta que "a carteira de encomendas no Arsenal do Alfeite é zero".

Os trabalhadores dizem que as chefias avisaram que o Governo e a administração preparam-se para despedir 200 pessoas e já se teme que a empresa chegue ao fim.

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