Reitores das universidades de Lisboa reunidos

Os Conselhos Gerais da Universidade de Lisboa e da Universidade Técnica de Lisboa reúnem-se hoje pela primeira vez para abordar a fusão das duas instituições, que irão começar a discutir o processo com o Governo.

Os órgãos de ambas as universidades já aprovaram a fusão como foi desenhada por grupos de trabalho conjuntos e, segundo ambos os reitores, o processo terá que ter apoio político por parte do governo para se concretizar.

António Sampaio da Nóvoa (Clássica) e António Cruz Serra (Técnica) exigem essencialmente do Governo um regime de "autonomia reforçada" para a nova universidade que resultar da fusão, que tenha consagrada, pelo menos, as condições de agilidade administrativa que o Governo concedeu às fundações públicas de direito privado.

"Basta que haja vontade política para o fazer e para perceber que não é por termos um controlo muito centralizado, muito apertado por parte do Ministério das Finanças que conseguimos bons resultados no país", afirmou Cruz Serra em entrevista à Agência Lusa.

Os reitores pretendem que a tutela e também o primeiro-ministro estejam envolvidos no processo.

A nova universidade de Lisboa pensada por Sampaio da Nóvoa e Cruz Serra terá um orçamento de 300 milhões de euros, cerca de 46.000 alunos e 3.000 professores e deverá ser uma realidade no início do próximo ano ou, o mais tardar, na primavera, de acordo com as estimativas.

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