PSD quer que câmara recue no "experiencialismo"

O PSD vai apresentar um requerimento para que a Câmara de Lisboa recue na criação de duas rotundas no Marquês de Lisboa, considerando a medida um "experiencialismo puro" que está a "dificultar a vida dos lisboetas".

Desde domingo que a praça do Marquês de Pombal tem duas rotundas -- uma interna e uma externa - e a Avenida da Liberdade tem apenas uma faixa central para veículos particulares e outra para o transporte coletivo.

O novo esquema de circulação, que vai estar em avaliação até dezembro e que prevê reduzir a circulação automóvel e, consequentemente, a poluição de uma das zonas nobres da capital, provocou hoje de manhã, dia de regresso às aulas, um trânsito caótico, longos minutos de espera, nervos entre os automobilistas e muitas buzinadelas.

O presidente da concelhia do PSD de Lisboa, Mauro Xavier, adiantou hoje à agência Lusa que os sociais-democratas vão apresentar na próxima assembleia municipal (na qual conseguem maioria em conjunto com outros deputados da oposição), na terça-feira, "um requerimento para a câmara inverter este experiencialismo puro" no Marquês de Pombal.

Recordando que o túnel do Marquês é "uma das obras do PSD na cidade", Mauro Xavier afirmou que a alteração à circulação na rotunda "é uma experiência que retira o benefício da obra aos lisboetas" e que "lhes dificulta a vida".

Mauro Xavier salientou ainda que o "argumento da redução da poluição está a ter o sentido inverso", devido às "longas horas que se perdem no trânsito".

Por isso, na reunião da assembleia e também na próxima reunião de câmara, que se realiza na quarta-feira, os sociais-democratas vão pedir ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), que "inverta a situação e acabe com as duas rotundas" e que apresente um plano alternativo de diminuição do trânsito na Avenida da Liberdade.

O PSD defende o "encerramento das duas faixas laterais" da avenida para que sejam pedonalizadas e não a duplicação de rotundas no Marquês de Pombal, por considerar que "dificulta o acesso de quem quer ir à avenida".

Também o Automóvel Clube de Portugal (ACP), que desde o anúncio da medida tem manifestado o seu desagrado, aponta o "experiencialismo rodoviário" da câmara lisboeta.

"Brincar ao trânsito é inaceitável e ainda mais quando se trata da vida de milhares de automobilistas que precisam do carro para trabalhar", considera o ACP, em comunicado.

O ACP contesta também o argumento dado por António Costa para justificar as filas de trânsito, a falta de informação, considerando que o caos do trânsito desta manhã se deve a "falta de noção daquilo que se está a fazer".

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