Processo disciplinar no caso de idosa achada morta em casa

O Conselho Superior do Ministério Público decidiu instaurar um processo disciplinar, após um inquérito para determinar se a actuação do Ministério Público no caso da idosa morta durante nove anos em Sintra foi a "adequada", anunciou hoje Procuradoria-Geral.

Em Fevereiro, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, ordenou a abertura de um inquérito para determinar com "celeridade e segurança" se a actuação do Ministério Público, no caso da idosa que esteve morta nove anos em casa em Rio de Mouro, Sintra, foi a "exigível e a adequada à situação". Em resposta a uma questão colocada pela agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse hoje que o "inspector do Ministério Público (MP) que realizou o inquérito apresentou as conclusões, que foram levadas à apreciação do Conselho Superior do MP". "O Conselho Superior do Ministério Público concluiu pela necessidade de abrir processo disciplinar, o que foi feito", avançou a PGR.

Questionada pela a Lusa sobre quantos magistrados é que estão envolvidos no processo disciplinar instaurado, a PGR afirmou que esta "questão é sigilosa por enquanto". O Procurador-Geral da República preside ao Conselho Superior do Ministério Público por inerência de funções. Uma idosa, que vivia sozinha em Rinchoa, Sintra, terá estado nove anos morta em casa. Apesar dos alertas de uma vizinha, a PSP só encontrou o corpo, no interior do apartamento, na passada terça-feira, após o imóvel ter sido vendido num leilão pelas Finanças.

A idosa, de 87 anos, deixou de ser vista e as cartas começaram a transbordar na caixa de correio. Na GNR disseram-lhe que não podiam abrir a porta. Foi necessário o apartamento ter sido vendido num leilão das Finanças, por causa das dívidas, para que tal acontecesse. Os vizinhos afirmaram à Lusa que nunca sentiram maus cheiros que denunciassem a morte da octogenária.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG