Preventiva para suspeito de triplo homicídio de búlgaros

O Tribunal de Ourique decretou hoje a prisão preventiva do homem de 28 anos suspeito do triplo homicídio, de dois homens e uma mulher búlgaros, ocorrido em Aljustrel em Dezembro de 2010, disse à Lusa fonte da GNR.

O suspeito, que tinha sido detido há 18 dias em Espanha e foi hoje submetido a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Ourique, está indiciado por três crimes de homicídio qualificado e vai aguardar o julgamento no Estabelecimento Prisional de Beja, disse a fonte.

O homem, que foi identificado pela Directoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) como o presumível autor do triplo homicídio dos búlgaros, foi detido no dia 10 deste mês em Sevilha (Espanha), com base num Mandado de Detenção Europeu.

Após a detenção, o homem ficou preso à ordem dos juízos de instrução criminal da Audiência Nacional, em Madrid, e foi posteriormente extraditado para Portugal.

Segundo a PJ, as vítimas do triplo homicídio "foram atraídas", em Dezembro de 2010, para um "sítio ermo" no concelho de Aljustrel para a "realização de um negócio de compra de cobre" e, quando lá chegaram, foram "emboscadas a tiro" e assassinadas.

Os corpos dos três búlgaros, um casal e outro homem, oriundos da zona de Palmela, foram encontrados a 18 de Dezembro de 2010, junto a uma carrinha no Monte Valverde, um local ermo na freguesia de Rio de Moinhos (Aljustrel).

Na altura, um amigo dos búlgaros, Vladimir Yurukov, admitiu que as vítimas andavam com algum dinheiro dos negócios de sucata, mas disse desconhecer os motivos que os teriam levado ao Alentejo, numa carrinha propriedade do dono de uma sucateira do Pinhal Novo.

O cadáver de um dos homens, Yasen Charakchiev, de 39 anos, foi trasladado no início de janeiro deste ano para o país de origem, onde a família realizou o funeral.

Já os corpos do casal também assassinado, Vasil Pavlov, de 55 anos, e Sashka Ingiliyska, de 50 anos, foram cremados e as cinzas trasladadas no mesmo mês para a Bulgária, onde decorreram os funerais.

As autópsias realizadas nos serviços de Medicina Legal em Beja confirmaram que se tratou de um triplo homicídio por arma de fogo, segundo disse à Lusa na altura fonte ligada ao processo.

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