PGR abre inquérito ao caso de doentes cegos

A Procuradoria Geral da República abriu um inquérito ao caso ocorrido na clínica I-Qmed de Lagoa (Algarve), onde três pessoas ficaram cegas de um olho e outra corre o risco de perder totalmente a visão na sequência de uma cirurgia.

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a Procuradoria Geral da República (PGR) afirma que, "relativamente ao caso ocorrido na Clínica I-Qmed de Lagoa, embora ainda não tenha sido apresentada qualquer queixa, foi determinada a abertura de inquérito".

Quatro pessoas encontram-se internadas no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, em estado grave após terem sido submetidas a operações aos olhos na I-Qmed, que funcionava sem licença da Entidade Reguladora da Saúde.

Três doentes que foram operados às cataratas ficaram cegos de um olho e uma mulher de 35áanos que fez um implante de lentes intraoculares corre o risco de cegar dos dois olhos.

A clínica onde as pessoas foram operadas estava em situação irregular, estando a Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS) a investigar o caso desde 28 de Julho.

O oftalmologista holandês responsável pela clínica foi ouvido pela IGAS no domingo, numa inquirição que se estendeu por mais de seis horas, tendo-se mostrado muito colaborante com a investigação em curso, disse à Lusa uma fonte ligada ao processo.

A Ordem dos Médicos abriu um inquérito e um processo disciplinar ao médico oftalmologista e mostrou-se disponível para colaborar com todas as outras entidades na investigação a este caso.

O bastonário da OM, Pedro Nunes, adiantou à Lusa que será ainda averiguado se o clínico, de origem holandesa, estava ou não registado ou inscrito na Ordem dos Médicos.

Segundo a imprensa de hoje, o médico é suspeito de ter causado problemas oftalmológicos a outros 14 doentes holandeses na sequência de intervenções na clínica de Lagoa, tendo apresentado queixas às autoridades da Holanda.

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