Município interessado na compra de imóveis do Estado

O município de Marvão está interessado em adquirir, por um milhão de euros, o bairro residencial e os imóveis da antiga estação na fronteira de Galegos, onde funcionaram os serviços alfandegários e o posto da guarda-fiscal.

Os imóveis, construídos de forma dispersa numa área com cerca de seis hectares, pertencem ao Ministério das Finanças. "O executivo está a estudar o processo, contudo, necessitamos da aprovação da câmara e da assembleia municipal", disse hoje à Agência Lusa o presidente do município, Vítor Frutuoso.

O bairro residencial é constituído por 38 casas, algumas delas ainda habitadas, e a antiga estação fronteiriça integra uma zona de escritórios, onde estavam instalados os serviços alfandegários e o posto da guarda-fiscal, além de um armazém.

Vítor Frutuoso explicou que a "intenção" de comprar o espaço "vem de longe", tendo a autarquia adquirido, em tempos, "parte do edifício" dos serviços alfandegários. "Ou agarramos aquele espaço ou aquele património fica ao abandono. Se a compra for executada, temos que requalificar toda a área", afirmou.

Sem especificar o número de pessoas que ainda vivem no lugar, Vítor Frutuoso observou que as habitações estão num estado "muito precário". O autarca fez questão de sublinhar que as pessoas que vivem no bairro residencial podem e "devem" continuar a viver no lugar, salientando que existe abertura por parte dos moradores para adquirir as habitações.

Sem avançar muitos pormenores sobre os projetos que tem em carteira para a zona, o autarca não descarta a possibilidade de desenvolver na área alguns projetos turísticos.

Para Vítor Frutuoso, a "prioridade" passa por dar condições de habitabilidade aos moradores daquele bairro e requalificar toda a área envolvente.

A abolição das fronteiras ocorreu a 1 de janeiro de 1993, situação que conduziu ao abandono do património existente na zona. Uns anos mais tarde, em 1997, o edifício do antigo posto da guarda-fiscal foi transformado em Posto de Turismo, mas passados 10 anos o equipamento encerrou por falta de condições.

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