MP: Destruição de provas não altera relatórios prévios das autoridades

A desmoronamento controlado do rochedo da praia Maria Luísa, onde morreram sexta-feira cinco pessoas numa derrocada, não altera as provas retiradas pelas autoridades para o inquérito, considerou hoje fonte do Ministério Público de Albufeira.

Em declarações à Lusa, fonte do Ministério Público de Albufeira admitiu que a derrocada controlada destruiu as provas mas sublinhou que esse facto não altera os relatórios feitos previamente pela Polícia Judiciária e Ministério do Ambiente.

A mesma fonte judicial confirmou que o Ministério Público já tem em seu poder o auto da notícia da Polícia Marítima relativo à trágica derrocada, mas que ainda falta receber o resultado das autópsias das vítimas, informação que deverá estar disponível "na próxima terça-feira".

No domingo, dia em que as autoridades do Ambiente ordenaram o desmoronamento controlado do rochedo na praia Maria Luísa, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou que o MP "tem necessariamente que abrir um inquérito-crime" à tragédia para "averiguar eventuais responsabilidades pelo sucedido".

"Uma vez que é evidente que a arriba constituía um perigo para a integridade física das pessoas, a situação não podia deixar de ser do conhecimento das autoridades competentes e, face ao resultado (cinco mortos e três feridos), o MP tem necessariamente que abrir um inquérito-crime", disse João Palma à Agência Lusa.

O ministro do Ambiente garantiu, por seu turno, colaboração com o Ministério Público no caso da derrocada em Albufeira.

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