Ministério Público já pode investigar derrocada

O auto da notícia relativo à trágica derrocada na praia Maria Luísa, que matou cinco pessoas sexta-feira, foi entregue esta manhã no Ministério Público de Albufeira, que tomará posteriormente as diligências que considerar necessárias, disse à Lusa fonte oficial.

"Foi enviado esta manhã ao Ministério Público de Albufeira o auto da notícia", confirmou, em declarações à Agência Lusa, o comandante da Polícia Marítima Marques Pereira, que esteve nas operações na praia Maria Luísa no dia do acidente.

Segundo aquele responsável, qualquer "acção ou diligência" futura relativamente ao desastre natural que ocorreu na praia Maria Luísa, matando cinco pessoas, está agora do lado do MP.

A zona do acidente da praia Maria Luísa já não está delimitada por grades de ferro, nem tem a presença de nenhum dispositivo policial no local.

A praia "está hoje com bandeira azul hasteada e a trabalhar normalmente" e a sinalética a informar os banhistas de perigo foi retirada do rochedo, adiantou o comandante da Polícia Marítima, explicando que depois da parte perigosa do rochedo ter sido alvo de demolição controlada já não se justifica a interdição daquela parte da praia.

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou domingo que o MP tinha  "necessariamente que abrir um inquérito-crime" à tragédia ocorrida sexta-feira na praia Maria Luísa, em Albufeira, para "averiguar eventuais responsabilidades pelo sucedido".

O Ministério do Ambiente vai colaborar com o MP se este abrir um inquérito-crime ao acidente, garantiu domingo o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia.

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