Militares já podem sair do Quartel da Carregueira

O Exército Português anunciou esta sexta-feira que a fase inicial do inquérito relativo ao desaparecimento de armas no Centro de Tropas Comandos foi concluída, deixando "de haver necessidade de manter os militares na unidade", retomando "a sua actividade normal".

Em comunicado, o porta-voz do Exército Português, Hélder António da Silva Perdigão, explicou que, relativamente ao incidente com material de guerra no Centro de Tropas Comandos, no quartel da Carregueira, em Belas, Sintra, foi concluída a fase inicial do inquérito. "Após tomadas as diligências tidas como necessárias, deixou de haver necessidade de manter os militares na unidade", acrescenta a mesma nota.

Segundo o Exército, "a investigação até agora efectuada, num esforço conjunto da Polícia Judiciária Militar com a Unidade, permitiu apurar o modo como ocorreu" o incidente. "As investigações vão prosseguir, no sentido do total esclarecimento da situação, dando origem aos processos subsequentes que se revelarem adequados", acrescenta. O Exército avançou ainda que o Centro de Tropas Comandos, "assumiu a sua actividade normal" a partir de hoje.

O quartel da Carregueira está encerrado desde segunda-feira, devido à investigação ao desaparecimento de material de guerra daquela unidade. Fonte do Centro de Tropas Comandos disse na quinta-feira que a investigação recai sobre o desaparecimento de "duas espingardas automáticas G-3 de 7,62 milímetros, duas pistolas metralhadoras HK MP5 de nove milímetros e mais seis pistolas USP". O desaparecimento das armas ocorreu a poucos dias de o actual segundo comandante dos Comandos, coronel Pedro Soares, tomar posse como comandante da unidade, numa cerimónia que estava prevista para a próxima segunda-feira.

Exclusivos