Maioria chegou aos ouvidos de Costa já passava da 1h

Apesar de ter conquistado maioria absoluta na câmara e maioria na assembleia municipal, António Costa lançou a farpa ao Bloco  e à CDU: "Quem não quis unir Lisboa perdeu"

Passavam 13 minutos da uma da madrugada quando António Costa teve a confirmação oficial: o candidato já eleito presidente da autarquia discursava aos militantes que estavam presentes no Hotel Altis, quando José Sá Fernandes lhe segredou ao ouvido que a lista tinha eleito o nono mandato, um número que dá a maioria absoluta no executivo camarário. António Costa congratulou-se com os resultados, não esquecendo a "outra" esquerda, a CDU e o Bloco de Esquerda, (BE) que não quis uma coligação alargada: "Quem não quis unir Lisboa perdeu. Nós ganhámos", disse.

Foi na ponta final da noite eleitoral que António Costa ganhou a vantagem decisiva sobre Santana Lopes. Além da maioria absoluta no executivo, com nove eleitos, o PS também conseguiu ganhar à tangente a Assembleia Municipal: elegeu 23 deputados, mais 39 presidentes de junta de freguesia. "Este é o melhor resultado de sempre alcançado no concelho de Lisboa e em qualquer tipo de eleição por uma lista apresentada pelo PS. Esta é, desde 1976, a primeira vez que a direita coligada é derrotada na cidade de Lisboa", sublinhou, realçando tratar-se do "melhor resultado de sempre na capital". Costa no seu discurso de vitória saudou José Sá Fernandes e o movimento de cidadãos de Helena Roseta. Questionado sobre a dúvida lançada por Santana Lopes se vai ou não exercer o mandato de vereador, António Costa optou pelo humor: "Ele costuma andar por aí."

A exclusão - por vontade própria - de CDU e BE de uma coligação alargada também não passou sem a crítica de Manuel Alegre, histórico socialista que passou pelo Altis, "para dar um abraço a António Costa". "Foi uma vitória contra a direita, mas a outra esquerda deve reflectir", disse Alegre aos jornalistas

A noite da candidatura socialista foi tranquila. Pouca gente se concentrou no Hotel Altis - local onde habitualmente os socialistas seguem as noites eleitorais. Por isso, até bem perto da uma da manhã, houve poucas manifestações dos militantes que ali se encontravam. A explosão ocorreu já depois da uma da madrugada com a notícia da vitória.

Ainda antes das 20h - altura em que as TV avançam com as projecções - os números já circulavam entre os militantes, fosse através do "passa a palavra" ou por SMS. Ainda antes da revelação "oficial", um recém-eleito deputado não teve qualquer reserva em comentar aos jornalistas: "Isto está ganho."

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