Madeireiros encontram cadáver desaparecido há um mês

O cadáver de um homem, desaparecido há um mês em Santiago do Cacém, foi encontrado por madeireiros a cerca de sete quilómetros do hospital local, disse hoje à Agência Lusa o responsável da Protecção Civil Municipal.

"O cadáver, em decomposição, foi descoberto num pinhal, na segunda-feira, perto do aterro sanitário, a cerca de sete quilómetros da zona do Hospital do Litoral Alentejano (HLA)", em Vila Nova de Santo André, explicou Fernando Dinis, responsável pela Protecção Civil Municipal de Santiago do Cacém.

O homem, de 57 anos, residente em Pinhal do Moinho, Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira, estava desaparecido desde 03 de fevereiro, dia em que se ausentou do serviço de Urgências do HLA, para onde tinha sido transportado pelos bombeiros.

O indivíduo saiu da unidade hospitalar cerca das 14:30, tendo sido visto pela última vez, nesse mesmo dia, na Estrada Nacional 261, na zona de Santo André.

Na altura, as autoridades efetuaram buscas, mas não o conseguiram encontrar, tendo a GNR avançado que o homem sofria de "alguma demência".

Contactada hoje pela Lusa, fonte da GNR também confirmou que o corpo foi encontrado, por volta das 17:00 desta segunda-feira, "por indivíduos que andavam a cortar pinheiros", tendo depois sido "identificado pela família".

"O cadáver foi transportado para o serviço de Medicina Legal do HLA, para a autópsia, e a Polícia Judiciária foi chamada ao local para fazer uma inspeção judiciária", que permita apurar as causas da morte, acrescentou a fonte da força de segurança.

Por seu turno, o responsável da Protecção Civil Municipal insistiu que a investigação da Polícia Judiciária e a autópsia é que vão determinar as causas da morte, embora tenha admitido que, "em princípio, não há indícios de crime".

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