Grupo organizado desmantelado pela Judiciária

A PJ deteve mais um elemento de um antigo gangue dedicado a assaltos. O suspeito tem 29 anos, é segurança e perito em artes marciais

A Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, em articulação com o DIAP de Lisboa,desencadeou uma operação na qual deteve mais um elemento que integrava um grupo organizado. Esse grupo fora desmantelado no ano passado e dedicava-se à prática de roubos, sequestros, furtos qualificados e detenção de armas proibidas, associados à noite de Lisboa. O agora detido, de 29 anos, ligado à segurança da noite, instrutor de artes marciais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. Com esta detenção eleva-se a oito o número de suspeitos detidos no âmbito desta investigação. Este grupo, abordava empresários previamente selecionados com base na respetiva capacidade financeira, extorquindo-lhes elevadas quantias em dinheiro e manietando continuamente o exercício das suas atividades, refere a PJ em comunicado. Depois de conhecerem as rotinas das vítimas, apresentavam-se nas suas casas como sendo elementos de forças de segurança agindo em cumprimento de mandados de buscas domiciliárias. Passada a porta das casas das vítimas, agrediam violentamente todos os residentes e apropriavam-se de todo o dinheiro e bens de elevado valor económico disponíveis. Consumados os roubos, mantinham as vítimas sob coação e exploravam o conhecimento de factos que tornavam as vítimas particularmente vulneráveis.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

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